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Política

“Portugal deve muito da sua grandeza secular ao espírito ecuménico”

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Tiago Miranda

No discurso proferido na Mesquita de Lisboa, Marcelo recordou que o PR deve ser o garante da liberdade religiosa, em todas as suas virtualidades

Marcelo foi recebido na Mesquita central de Lisboa por um grupo de crianças de diversas comunidades religiosas que lhe colocou um colar de flores e de seguida inaugurou a placa que marca este seu primeiro encontro inter-religioso na Comunidade Islâmica de Lisboa. Depois da leitura da Oração Ecuménica Universal, pelos representantes de 17 confissões religiosas, o PR agradeceu ao anfitrião Dr. Abdool Vakil a receção na Mesquita central de Lisboa, e iniciou o breve discurso, já sem o colar de flores, recordando que “Portugal ficou aquém do seu desígnio nacional sempre que sacrificou a riqueza da convergência de culturas, civilizações e religiões” e que “deve muita da sua grandeza secular” precisamente “ao seu espírito ecuménico”.

Neste Cerimónia Ecuménica com Confissões Religiosas e Associações Cívica , o PR fez questão de sublinhar que “a Constituição consagra a liberdade religiosa”, que esta supõe também “a liberdade de não crer” e que o PR é o “garante da liberdade religiosa, em todas as suas virtualidades”.

Apelando para que “o espírito ecuménico hoje aqui testemunhado possa servir de exemplo para todos os domínios da vida nacional”, incluindo na política, Marcelo Rebelo de Sousa colocou a tónica do seu discurso na necessidade da aceitação do outro, no diálogo e na compreensão recíproca.