Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

As ironias do protocolo na posse de Marcelo

  • 333

Luís Barra

Líderes sindicais da UGT e CGTP sentados lado a lado na bancada, com uma coluna a separá-los. Nas galerias estão as “viúvas de Marcelo”, que o Presidente eleito fez questão de convidar para a cerimónia da sua tomada de posse

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Entre as ironias do protocolo da cerimónia desta quarta-feira da tomada de posse de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República, está o facto de ter colocado lado a lado os líderes das centrais sindicais UGT e CGTP, Carlos Silva e Arménio Carlos, respetivamente, que se encontram sentados na bancada apenas com uma coluna a separá-los.

No hemiciclo, Francisco Louçã conversou com o ministro das Finanças Mário Centeno e, logo de seguida, com o seu colega do Conselho de Estado, o comunista Domingos Abrantes.

Sentados lado a lado encontram-se os candidatos presidenciais “Tino de Rans”, Sampaio da Nóvoa, Jorge Sequeira (que esteve animadamente a conversar ao telefone) e Paulo Morais. Na mesma fila encontram-se ainda os eurodeputados Fernando Ruas e Elisa Ferreira.

Nas galerias encontram-se “as viúvas de Marcelo”, as suas companheiras de praia, que o Presidente eleito fez questão de convidar para a sua tomada de posse.

Após ter passado a noite na cada dos pais, na Rua de São Bernardo, em Lisboa, Marcelo foi a pé até à Assembleia da República. No Salão Nobre esteve à conversa com António Costa. Quando estavam alinhados à espera de Cavaco, Marcelo saiu da “linha” para ir cumprimentar Nunes Liberato, chefe da Casa Civil de Cavaco Silva. António Costa seguiu depois o exemplo para fazer o mesmo.