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José Eduardo Martins: “Não há gente suficiente a pensar como eu” no PSD

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TIago Miranda

Em entrevista à Renascença, José Eduardo Martins acusa Passos Coelho de uma política “solitária”. Antigo deputado confessa pensar de forma diferente do líder social-democrata e promete falar das suas ideias no próximo Congresso, em abril

Quando Pedro Passos Coelho foi reeleito, no último sábado, líder dos sociais-democratas com 95% dos votos, a maior percentagem alcançada em qualquer eleição dentro do partido com candidato único, ninguém questionou quem eram os restantes 5%.

Não era esperado que o antigo primeiro-ministro fosse consensual a 100% dentro do PSD. Mas esta terça-feira ouviu-se uma voz desses 5%: José Eduardo Martins, em entrevista à Rádio Renascença, diz que não vê a política como um “exercício solitário e isolado”, como Passos Coelho, e que para contestar a liderança do partido teria de ter uma equipa por trás. Porém, os 95% obtidos por Passos demonstraram que essa janela de possibilidade ainda não está aberta.

“Não acho que haja, neste momento, gente suficiente a pensar de maneira parecida com a minha no partido, para que isso mereça o trabalho de protagonizar uma alternativa que verdadeiramente o PSD neste momento não tem”, responde quando questionado sobre as razões para não entrar na corrida à liderança.

O advogado, da escola “barrosista”, assegura não ter interesse em materializar uma candidatura para já, mas admite pensar “de maneira diferente” que o líder do PSD. Não existe uma “alternativa pessoalizada” dentro do PSD, garante, afastando também o nome de Rui Rio.

O ex-secretário de Estado do Ambiente vai marcar presença no congresso do PSD de 1 a 3 de abril, em Espinho. “Tenho direito aos meus quatro a cinco minutos para falar e não faço questão de prescindir deles”, promete.