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Centeno não diz quais são as medidas adicionais que o Governo está a preparar

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No final da reunião do Ecofin em Bruxelas, ministro ndas Finanças recusou antecipar as medidas adicionais que o Governo está a preparar – e que Bruxelas diz que têm mesmo de ser implementadas, ao passo que o Executivo diz que só serão aplicadas “se for necessário”

Mário Centeno volta a dizer que o Governo está confiante na execução do Orçamento do Estado para 2016 e afasta para já a implementação de medidas adicionais para cumprir os critérios do Pacto de Estabilidade e Crescimento.

Esta segunda-feira, o ministro comunicou aos colegas da moeda única que já começou a preparar medidas adicionais, tal como lhe foi recomendado pelo Eurogrupo. No entanto, sublinha que só serão opostas em prática “quando for necessário” e que é também isso que defendem a Comissão e o Eurogrupo.

Centeno falava aos jornalistas em Bruxelas, no final de uma reunião com os homólogos da União Europeia

Centeno acredita que não haverá agravamento dos desequilíbrios macroeconómicos

Esta tarde será conhecida a decisão da Comissão Europeia sobre os procedimentos por desequilíbrios macroeconómicos excessivos. Centeno acredita que não haverá uma agravamento do procedimento para Portugal.

O país encontra-se atualmente na categoria mais problemática do braço preventivo. Se houvesse um agravamento da análise de Bruxelas, isso implicaria a passagem para o braço corretivo, o que poderia também levar a sanções.

“Espero uma avaliação em linha com o que têm sido as avaliações da Comissão sobre Portugal no contexto da Europa, numa lógica de reformas estruturais que têm impacto no nosso crescimento e na minoração dos nossos desequilíbrios que são estruturais e de há longa data”, concluiu.

  • Centeno vai avaliar formas de minimizar impacto dos contratos swap

    Ministro das Finanças diz que ainda é cedo para dizer qual o impacto que a validação dos contratos swap com o Santander vai ter no défice de 2016. Em Bruxelas, Mário Centeno recusa falar em mais medidas para compensar a decisão do tribunal de Londres e adianta que vai avaliar formas de minimizar o impacto e acomodar essa questão na execução orçamental

  • António Costa insiste: para já “não são necessárias” novas medidas

    O primeiro-ministro discorda da avaliação da Comissão Europeia e, ao contrário do que sugeriu o Comissário Pierre Moscovici, só avançará com medidas orçamentais adicionais “se” for necessário. Neste momento não temos nenhuma razão, insisto, para achar que elas são necessárias”, disse António Costa em Bruxelas, à margem da cimeira extraordinária sobre refugiados