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CGTP reelege Arménio e deixa BE de fora

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Manuel de Almeida / Lusa

Arménio Carlos entrou no segundo mandato à frente da Intersindical com uma esmagadora de 81% dos votos. Os sindicalistas do Bloco de Esquerda vão continuar fora da comissão executiva, pelo menos por mais quatro anos

Com 106 votos a favor, 25 em branco e nenhum nulo, Arménio Carlos foi reeleito para um segundo mandato à frente da CGTP. O resultado da votação, realizada esta segunda-feira, no Conselho Nacional da Intersindical foi o esperado: a maioria comunista da Intersindical continua a dominar os destinos da maior central sindical. E as tentantivas das tendências socialistas e bloquistas de ganharem mais peso na gestão dos destinos da CGTP ficaram pelo caminho.

Em nota à Comunicação Social, a corrente sindical socialista da CGTP-In esclarece que defendeu o alargamento da Comissão Executiva de 29 para 30 membros, "de forma a integrar um sindicalista da corrente sindical do BE". Mas a proposta acabou recusada por uma esmagadora maioria: 26 votos favoráveis, num conjunto de 147 membros do Conselho Nacional da central sindical.

"Com a apresentação destas propostas, os militantes" da corrente socialista "reafirmaram coerentemente as posições político-ideológicas que defenderam no Congresso", afirma o comunicado. A batalha foi perdida, os sindicalistas vão manter as suas funções no quadro da Intersindical.

O primeiro Conselho Nacional deste segundo mandato de Arménio Carlos serviu ainda para analisar o atual quadro político e traçar os objetivos imediatos da ação sindical. Sem margem para dúvidas, a CGTP reafirma que "hoje há mais espaço para o diálogo" e que o Governo de António Costa, apoiado no Parlamento por comunistas, verdes e bloquistas constitui "um tempo de grandes desafios".

Mas nem por isso, a carta reivindicativa encolhe com a nova situação política. A CGTP continua a defender o aumento de salários, o descongelamento de carreiras, a contratação de trabalhadores para a Administração Pública e para o sector empresarial do Estado, a par do corte nos encargos da dívida pública, nas PPP e nas rendas do sector energético.

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