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Bruxelas mantém Portugal nos desequilíbrios macroeconómicos excessivos mas sem sanções

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Jean-Claude Juncker Pierre Moscovici

YVES HERMAN / Reuters

O elevado nível da dívida pública e privada e a elevada percentagem de crédito malparado são apontadas como grandes vulnerabilidades

A Comissão Europeia alerta que Portugal continua a ter desequilíbrios macroeconómicos excessivos, mas mantém o país no braço preventivo do Procedimento, ou seja, não há um agravamento da avaliação que poderia levar a sanções.

O elevado nível da dívida pública e privada e a elevada percentagem de crédito malparado são apontadas como grandes vulnerabilidades num contexto de desemprego também elevado.

A decisão de Bruxelas de manter o país na categoria dos desequilíbrios macroeconómicos excessivos foi tomada esta terça-feira, numa reunião do colégio de comissários, em Estrasburgo. Numa escala de um a quatro, Portugal está no nível três e consegue evitar um agravamento do procedimento, que poderia implicar sanções.

A Comissão Europeia reconhece que o país tomou medidas para resolver problemas no sector financeiro, acesso ao financiamento e mercado de trabalho. Mas adianta que há ainda falhas a colmatar, nomeadamente nas questões orçamentais, e em algumas áreas do mercado laboral.

A decisão da Comissão é feita com base nos relatórios por país divulgados no passado dia 26 de fevereiro.

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