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António Costa insiste: para já “não são necessárias” novas medidas

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OLIVIER HOSLET/ EPA

O primeiro-ministro discorda da avaliação da Comissão Europeia e, ao contrário do que sugeriu o Comissário Pierre Moscovici, só avançará com medidas orçamentais adicionais “se” for necessário. Neste momento não temos nenhuma razão, insisto, para achar que elas são necessárias”, disse António Costa em Bruxelas, à margem da cimeira extraordinária sobre refugiados

António Costa desvaloriza a pressão da Comissão Europeia e recusa falar na implementação imediata de novas medidas orçamentais. “A Comissão vê riscos onde nós não vemos”, disse o primeiro-ministro em Bruxelas, reafirmando que não há “qualquer razão para alterar o orçamento”.

Esta tarde, no final do Eurogrupo, o Comissário Europeu para os Assuntos Económicos apontava para a necessidade de Portugal implementar medidas adicionais para cumprir o Pacto de Estabilidade e Crescimento.

“Eu posso explicar a diferença entre ‘se’ e ‘quando’ na declaração (final do Eurogrupo): significa que essas medidas terão que ser implementadas e eu estarei em Lisboa na quinta-feira para discutir isso com o ministro das Finanças e com o primeiro-ministro", afirmou Pierre Moscovici.

Enquanto para a Comissão e para o Eurogrupo, a implementação de medidas adicionais é uma questão de “quando”, para Costa é ainda uma questão de “se”. O primeiro-ministro diz que o governo fará “o trabalho de casa” e preparará medidas suplementares como recomendaram o Eurogrupo e a Comissão, mas que estas “só serão adotadas se e quando for necessário”.

“Neste momento não temos nenhuma razão, insisto, para achar que elas são necessárias”, acrescentou ainda à margem da Cimeira extraordinária sobre refugiados.

O chefe do governo diz que “toma boa nota das preocupações da Comissão” mas mantém a confiança nas contas de Mário Centeno. “Iremos ter uma boa execução”, acrescentou, referindo-se ao orçamento. Na primavera, a Comissão volta a olhar para o orçamento nacional. Acredita o primeiro-ministro que “nessa altura aqueles os que veem riscos estarão mais confortados”.