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Cavaco Silva escolheu Carlos Barahona Possollo para o seu retrato oficial

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“É um retrato muito simples, com a bandeira nacional por trás”, diz o pintor ao Expresso. “Tentei fazer uma imagem o mais parecida, onde ele se reconhecesse”

Cavaco Silva retratado por Carlos Barahona Possollo

Cavaco Silva retratado por Carlos Barahona Possollo

Luís Catarino / Presidência da República

Carlos Barahona Possollo é o nome que agora se junta à galeria de pintores a quem coube assinar o retrato oficial do Presidente da República. A galeria, que inclui nomes como os de Columbano, que pintou os dois primeiros, de Manuel de Arriaga e Teófilo Braga, mais tarde assinando ainda o de Manuel Teixeira Gomes ou Henrique Medina, que é o autor de vários retratos, entre o de Sidónio Pais e o de Américo Thomaz, contou nos últimos anos com as contribuições de Luís Pinto Coelho (que pintou Ramalho Eanes), Júlio Pomar (Mário Soares) e Paula Rego (Jorge Sampaio).

“É um retrato muito simples, com a bandeira nacional por trás”, descreve Carlos Barahona Possollo ao Expresso. O Presidente “está de pé, com uma caneta numa mão e a outra sobre a Constituição e está vestido com um fato simples, com a condecoração”, conclui, sublinhando: “Tentei fazer uma imagem o mais parecida, onde ele se reconhecesse”. O pintor já assinou antes “outros retratos para várias instituições diferentes” e este “não está fora da linha”, embora este seja “um grupo temático muito específico”. Como retrato está “num género suave, contido, o mais realista possível, com referências ao retratado e não é muito invasivo”, até porque Carlos Barahona Possollo lembra que a sua personalidade “não pode prevalecer sobre a figura, o que é aqui a regra principal”.

O Presidente foi acompanhando a feitura deste óleo, “até porque ia posando”, conta o autor. O retrato foi feito há já algum tempo, iniciado no atelier do próprio pintor e em grande parte trabalhado numa sala do Palácio de Belém com janelas voltadas a Norte, “tal e qual todos os ateliers de arte clássicos” e que, em tempos, correspondia de facto a um atelier de pintura do rei D. Carlos, que ali viveu no início do seu reinado, antes de se mudar para as Necessidades.

Carlos Barahona Possollo, de 48 anos, formado em Pintura pela Universidade de Lisboa, tem obras suas representadas em coleções como as do Banco de Portugal, Museu das Comunicações, Museu de Setúbal e a Casa Branca (em Washington). Este trabalho, que o junta nesta galeria a nomes grandes da pintura portuguesa, é algo que diz ser “de um prestígio enormíssimo”, que o deixa “muito honrado”. Mas o importante para si, neste trabalho, é que o retratado “esteja contente com o que vai deixar” no Museu da Presidência da República, onde estão patentes todos os retratos desta mesma galeria.

A sua mais recente exposição individual decorreu em Lisboa em finais de 2015, no Espaço Cultural das Mercês. Na sua agenda de trabalhos está, agora, um retrato do rei D. Pedro V.