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Novo emprego de Maria Luís: “Não há impedimento legal”

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Luis Barra

Ex-ministra das Finanças confirma contratação por consultora que comprou créditos do Banif mas assegura que cargo de administradora não executiva não colide com o facto de ter sido ministra ou ser deputada

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

Depois das dúvidas levantadas pelo PCP e pelo BE, Maria Luís Albuquerque emitiu esta quinta-feira de tarde um comunicado assegurando que a sua contratação por uma multinacional que teve negócios com o Banif não coloca qualquer questão de legalidade ou incompatibilidade. "A função de administradora não executiva não tem nenhuma incompatibilidade ou impedimento legal pelo facto de ter sido ministra de Estado e das Finanças e de ser deputada", lê-se no ponto cinco do comunicado distribuído pela ex-ministra e atual parlamentar do PSD.

"Qualquer outra leitura que possa ser feita desta nomeação só pode ser entendida como mero aproveitamento politico partidário", reage, depois das acusações que já foram lançadas por bloquistas e comunistas.

Maria Luís confirma a sua "iminente nomeação para administradora não executiva da Arrow Global", adiantando que "o início de funções terá lugar no dia 7 de março". "As funções que vou desempenhar são de natureza estritamente não executiva, isto é, sem participação nas decisões sobre negócios em concreto em Portugal ou noutros países", elucida Maria Luís.

Mais: sobre o seu papel enquanto foi ministra das Finanças - tutelando, por isso, o sector da banca, nomeadamente em 2014, quando a Arrow comprou créditos do Banif -, Maria Luís garante que "nenhuma decisão tomada pela empresa no passado foi condicionada ou influenciada por qualquer tipo de decisão que eu tenha tomado".