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Marcelo: “Até 9 de março não acho nada”

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José Sena Goulão / Lusa

Convidado a comentar a entrevista do governador do Banco de Portugal ao Expresso, o Presidente eleito adiou uma resposta até depois da tomada de posse. Marcelo Rebelo de Sousa reagiu da mesma forma quando questionado sobre as declarações da bastonária da Ordem dos Enfermeiros e a eutanásia

“Até dia 9 de março não acho nada”. Foi assim que Marcelo Rebelo de Sousa comentou, ou melhor, evitou comentar a entrevista de Carlos Costa ao Expresso. Falando esta tarde no Barreiro, o Presidente da República eleito recusou abordar as polémicas entre o Governo e o governador do Banco de Portugal antes da tomada de posse.

“Neste momento não tenho nada a dizer”, disse aos jornalistas Marcelo Rebelo de Sousa, salientando que “se achar que há alguma coisa para dizer” só o fará depois de dia 9, data em que tomará posse como sucedssor de Cavaco Silva.

Questionado sobre as declarações da Bastonária da Ordem dos Advogados, Ana Rita Cavaco, e a alegada prática da eutanásia no Serviço Nacional de Saúde, Marcelo lá voltou a responder: “Até 9 de março não acho nada”.

O professor acrescentou que ao longo do mandato terá dois tipos de intervenções: umas mais formais, que vão ocorrer “em cerimónias de Estado e eventos” e outras “mais informais e explicativas”, que devem acontecer “sempre que houver uma decisão importante” para comunicar aos portugueses.

“Não pode ser uma banalização de intervenções”, considerou.

O professor esteve esta tarde no Barreiro a “cumprir uma promessa”. Durante a campanha eleitoral, na Santa Casa da Misericórdia, Maria da Glória Melo Mendonça, de 89 anos, abordou Marcelo e garantiu-lhe que venceria as eleições à primeira volta.

“Se acertar na sua previsão, venho cá e tomamos um café e um bagaço. Ou eu tomo o bagaço, e a senhora toma o café”, prometeu o então candidato a Belém, a 19 de janeiro.

Mais de um mês depois, Marcelo foi visitar Maria da Glória. E levou o bagaço. “Fui eleito, voltei e trouxe a garrafa de bagaço. É uma maneira simbólica de mostrar que se cumpre o que se promete”, referiu aos jornalistas.