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Passos insiste. “Banco de Portugal é uma entidade de supervisão independente”

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CARLOS BARROSO

Líder do PSD recusa comentar as declarações de António Costa ao Expresso: “Não sou mesmo analista político, o dr. Marques Mendes tem por exemplo o seu espaço de comentário”. Passos Coelho reafirma apenas que o Banco de Portugal é uma entidade “independente”

Confrontado com a entrevista do Governador de Banco de Portugal (BdP) ao Expresso, este sábado, Passos Coelho chutou para canto.

“Não sou comentador, percebo a curiosidade, mas não vou comentar. Reafirmo apenas que o Banco de Portugal é uma entidade de supervisão que é independente e deve prosseguir as finalidades que a lei lhe atribuiu de forma independente”, disse o líder do PSD aos jornalistas, à margem de uma visita
à delegação da Cruz Vermelha e à Santa Casa da Misericórdia, no distrito de Braga.

Na entrevista deste sábado ao Expresso, Carlos Costa afirma que “seria curioso” demitir-se por um “pequeno incidente”, em resposta às críticas do primeiro-ministro, acrescentando ainda que a decisão de nacionalizar ou não o Novo Banco recai sobre o Executivo.

Defendendo que não está em causa uma questão central, Passos Coelho remeteu considerações sobre a entrevista de Carlos Costa para os comentadores “Não sou mesmo analista político, o dr. Marques Mendes tem por exemplo o seu espaço de comentário, as televisões todas têm pessoas mais ligadas a partidos ou análise e a esses que compete fazer esse tipo de abordagem e não a mim”, insistiu.

Há uma semana, o antigo primeiro-ministro condenou as críticas do seu sucessor ao Governador do Banco de Portugal, classificando as suas declarações de um “ataque descabelado” e “institucional” a uma entidade independente.

António Costa tem criticado a solução tardia para os lesados do BES, defendendo que devem ser apuradas as responsabilidades no caso. Mas recusa responder se o Governador do Banco de Portugal deve deixar o comando da instituição.