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António Costa discute Novo Banco com UGT

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LUÍS BARRA

UGT e Sindicatos dos bancários reuniram-se, em São Bento, com Costa, Centeno e secretário de Estado das Finanças

António Costa recebeu, ontem, em São Bento, o líder da UGT e dirigentes dos três principais sindicatos do sector bancário para analisar o futuro do Novo Banco, que esta semana anunciou o despedimento de mais 500 trabalhadores daquela instituição. O encontro, que durou quase uma hora e meia, não fazia parte da agenda pública do primeiro-ministro. Mas, confrontado pelo Expresso, Carlos Silva “não desmentiu” a reunião, onde, estiveram também presentes o ministro e o secretário de Estado das Finanças.

Na ocasião, o Governo terá deixado garantias claras de que está a fazer contactos a vários níveis para garantir uma solução para o Novo Banco. Em cima da mesa está a possibilidade de venda do ativo, mas, caso essa hipótese não permita um encaixe para o Estado equivalente ao valor do fundo de resolução criado para este fim, o Governo admite também a possibilidade de integração do Novo Banco na Caixa Geral de Depósitos, no Millennium BCP ou ainda no BPI. O dossiê deverá estar fechado até agosto deste ano e pretende manter a CGD na esfera do Estado e a propriedade do Novo Banco sob administração portuguesa.

Os sindicatos defendem uma solução para o Novo Banco semelhante à encontrada para o BCP, que evitou “os despedimentos coletivos”, substituindo-os por um acordo de empresa que implicou uma redução gradual dos quadros ao longo de quatro anos. No Novo Banco estão “6 mil postos de trabalho em causa”, sublinhou Carlos Silva, que acrescentou ter já sido agendada para a próxima semana uma reunião com a administração do banco e os representantes sindicais.