Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

David Santos nomeado sub-diretor geral do Património Cultural

  • 333

O historiador David Santos foi o nome escolhido para ser o número dois da Direção-Geral do Património Cultural

O antigo diretor do Museu do Chiado, David Santos, que se demitiu em 2015 por divergências com o anterior Governo, vai ser nomeado sub-diretor geral do Património Cultural, anunciou esta sexta-feira o ministro da Cultura, João Soares.

O ministro falava na discussão da proposta de Orçamento do Estado para 2016, referindo que o nome de David Santos foi proposto pela atual diretora-geral do Património Cultural (DGPC), Paula Silva.

David Santos demitiu-se em julho de 2015, da direção do Museu do Chiado, em rutura com a anterior tutela da Cultura, liderada por Jorge Barreto Xavier, depois de ter sido revogado um despacho que incorporava a chamada Coleção SEC (Secretaria de Estado da Cultura) naquele museu.

Atualmente, o historiador David Santos assumia a curadoria-geral da Bienal de Fotografia 2016, de Vila Franca de Xira.

David Santos será o "número dois" da DGPC, como afirmou João Soares, um dia depois de a tutela ter anunciado que o subdiretor geral daquele organismo, Samuel Rego, sairia do cargo para integrar a administração do Organismo de Produção Artística (Opart).

David dos Santos, natural de Vila Franca de Xira, município onde exerceu diferentes cargos, como o de diretor do Museu do Neorrealismo (MNR), foi nomeado diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado (MNAC-MC), em Lisboa, em dezembro de 2013.

À frente do Museu do Chiado enfrentou uma "ocupação artivista" de forma pacífica do museu, liderada pelo artista Rui Mourão.

Historiador de arte e curador de arte Moderna e Contemporânea, é doutorado em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, é mestre em História Política e Social, pela Universidade Lusófona, pós-graduado em História da Arte e licenciado em História, na variante de História de Arte, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Como curador de arte moderna, comissariou, em 2000, a exposição retrospetiva de Marcelino Vespeira, para o Museu do Chiado, entre outras exposições coletivas realizadas em Castelo Branco, no Museu de Francisco Tavares Proença Júnior, entre 2001 e 2003, a partir das coleções do MNAC-MC.

Foi co-curador, com Delfim Sardo, da exposição coletiva "A doce e ácida incisão - a Gravura em contexto", realizada no MNR, em 2013, e coproduzida entre este e a Culturgest.

Enquanto curador de arte contemporânea, destaca-se a curadoria do ciclo "The Return of the Real" (MNR), entre 2007 e 2012, onde apresentou exposições individuais de artistas como João Tabarra, Ângela Ferreira, Paulo Mendes, Carla Filipe, João Louro, Miguel Palma, Ana Pérez-Quiroga, Alice Geirinhas, António Olaio, Pedro Amaral, Manuel Santos Maia, José Maçãs de Carvalho e Fernando José Pereira, entre outros.

David Santos foi ainda curador das exposições individuais "Sinfonia do desconhecido", de Nuno Cera, "Exercício de estilo" da dupla Sara & André, e "Toda a memória do mundo, parte um" de Daniel Blaufuks, realizadas em 2014, no MNAC_MC.

No ano passado, foi curador da residência artística "online" "Pensamento - Estômago", da musa paradisiaca, uma parceria entre o MNAC-MC e Raum.pt.

David Santos é autor de diversos estudos sobre arte, publicados em catálogos e volumes coletivos, tendo ainda publicado "Marcel Duchamp e o readymade - Une Sorte de Rendez-vous" (2007) e "A Reinvenção do Real - Curadoria e Arte Contemporânea no Museu do Neo-Realismo" (2014), que lhe valeu o Prémio ex-aequo de Crítica e Ensaística de Arte e Arquitetura - Associação Internacional de Críticos de Arte/Fundação Carmona e Costa, e o Prémio Associação Portuguesa de Museologia (APOM) de Investigação.

O agora subdiretor foi também docente convidado na Escola da Artes da Universidade Católica Portuguesa (2001-2004, Porto), na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2015), e professor assistente na Escola Superior de Design do IADE, entre 1998 e 2009.

Foi crítico de arte nos semanários Já (1996), O Independente (1997-2000) e nas revistas Arte Ibérica (1997-2000), artecapital.net (2006-2007), Arqa -- Revista de Arquitectura e Arte (2000-2013). Escreve atualmente para o "site" contemporanea.pt (2016).