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BE: cartaz é humor para as redes sociais

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O BE admite que o cartaz, com a imagem de Jesus Cristo, poderá motivar polémica

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Polémica rebentou na tarde desta quinta-feira, quando o partido lançou nas redes uma imagem onde se lê que "Jesus também tinha dois pais", numa alusão à lei da adoção por casais homossexuais. Partido garante que a imagem não vai ser transformada em cartaz

Afinal, os portugueses só vão poder ler que "Jesus também tinha dois pais" nas redes sociais, uma vez que a polémica imagem lançada esta quinta-feira pelo Bloco de Esquerda não vai ser transformada em outdoor. Em comunicado, o partido garante que a imagem "não se trata de um cartaz, mas da forma de, nas redes sociais, com recurso ao humor, chamar a atenção para a conquista da igualdade entre todas as famílias".

A origem da polémica está na campanha que o partido decidiu organizar para assinalar a data de 10 de fevereiro de 2016, dia em que foi aprovada a adoção por casais do mesmo sexo. O primeiro cartaz foi afixado esta quinta-feira no Campo Pequeno e nele pode ser-se simplesmente a palavra "Igualdade", a que se acresce a frase "Parlamento termina discriminação na lei da adoção". Segundo a nota divulgada esta sexta-feira pelo partido, este é "o único cartaz que o Bloco imprimiu e que afixará publicamente".

Sobre a imagem que está a gerar polémica nas redes sociais por mostrar a figura de Jesus Cristo ao lado das palavras "Jesus também tinha dois pais", o partido lembra que "a frase, de resto, não é da autoria do Bloco, sendo um velho slogan do movimento internacional pela igualdade de direitos".

Muitos internautas reagiram com humor à iniciativa do partido, recorrendo às redes sociais para brincar com a frase escolhida ou responder na mesma moeda:

No entanto, o porta-voz da Conferência Episcopal, Manuel Barbosa, defendeu esta sexta-feira em declarações à Lusa que o uso da imagem de Jesus Cristo na campanha bloquista constitui "uma afronta aos crentes".

"Deve haver respeito pela liberdade de expressão. Sabemos que esse respeito deve ser sempre um respeito mútuo. A liberdade implica sempre relação e corresponsabilidade e, este respeito mútuo, não sei se estará presente no anúncio deste cartaz", sublinhou.

Em resposta às críticas, o partido esclarece que "respeita todas as convicções religiosas", garantindo que "com esta iniciativa pretendeu contribuir, como sempre fez, para sem tabus provocar o debate e, neste contexto, assinalar mais um avanço no respeito pela dignidade das pessoas e por todas as famílias".