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Bloco apoia candidatura de Guterres à ONU, PCP ainda não anunciou

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Candidato a secretário-geral da ONU reuniu-se esta quinta-feira com o Bloco de Esquerda e com o PCP

Após mais de uma hora de reunião no parlamento com Catarina Martins e o vice-presidente da Assembleia da República, José Manuel Pureza, António Guterres reconheceu aos jornalistas ter consciência das dificuldades da sua candidatura ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas. Mas já conta com mais um apoio: o do Bloco de Esquerda.

A propósito da reunião com Catarina Martins, Guterres afirma que foi “uma oportunidade muito importante para trocar impressões” e que ouviu com o maior interesse “as posições e preocupações” dos bloquistas. Durante a manhã, Guterres esteve reunido com o líder do PCP, Jerónimo de Sousa, com quem diz ter tido uma “discussão interessante e positiva”.

“Não há da minha parte nenhuma lógica de discriminação. Todas as forças políticas são muito importantes para discutir aquilo que é o futuro do mundo, que vive convulsões dramáticas. Fui também muito encorajado nessa reunião”, concluiu, remetendo para os comunistas a indicação se apoiam formalmente a sua candidatura.

Antes de acompanhar Guterres até à saída do parlamento, Catarina Martins disse aos jornalistas que considera a candidatura do ex-primeiro ministro socialista “muito forte” e salientou como muito positivo o seu mandato como alto comissário das Nações Unidas para os refugiados.

António Guterres sublinha que era seu dever “tentar pôr a render” as experiências que acumulou ao longo da vida. “Tive esse privilégio enorme e acho que esse património tem que ser posto ao serviço causas nobres”, justificou a propósito da candidatura à ONU - e as dificuldades para conquistar o lugar estão identificadas: “Há muitas circunstâncias complexas que têm que ver com discussões sobre o papel do género, sobre as questões de natureza regional”.