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BE desvaloriza elogios da Moody’s ao OE. “Não são propriamente uma referência”

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ANTÓNIO COTRIM / LUSA

Agência de rating elogiou a aprovação no Parlamento do OE português, diz que a última versão é melhor que a primeira e que fica afastado o risco de eleições antecipadas

A coordenadora do BE, Catarina Martins, desvalorizou esta quinta-feira a apreciação positiva da agência Moody's ao Orçamento do Estado (OE) para este ano.

Questionada sobre o facto de a agência de notação financeira Moody’s ter vindo a público elogiar a aprovação do OE, a líder do BE respondeu assim: “Nunca valorizamos muito as posições da Moody’s. A Moody’s não é propriamente uma referência para o BE”.

Catarina Martins falava aos jornalistas após mais de uma hora de reunião no parlamento com António Guterres, na qual o BE teve oportunidade de manifestar o seu apoio à candidatura a secretário-geral das Nações Unidas (ONU).

Esta quinta-feira, a agência de rating elogiou o plano orçamental português, sublinhando que apresenta melhorias face à versão anterior e elimina o risco de eleições antecipadas. Para a Moody's, o documento “ilustra a capacidade e vontade do Governo para reverter o rumo e fixar um caminho orçamental mais realista do que o Governo apresentou no seu primeiro rascunho do Orçamento, no início de fevereiro”.

A agência de notação refere ainda que o défice português deverá fixar-se em cerca de 3% do PIB, acima da previsão do Governo, que antecipa 2,2%. As estimativas quanto ao crescimento económico também diferem: a Moody's prevê uma subida do PIB de 1,6%, enquanto o Executivo aponta para 1,8%.