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Mário Centeno: “Devia ler os comunicados”

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Marcos Borga

Em resposta ao deputado Helder Amaral, o ministro das Finanças acusou-o de estar mal preparado

Em resposta à ultima ronda de questões, Mário Centeno começou por aconselhar Helder Amaral, deputado do CDS, a ler os comunicados porque, ironizou, “facilitava as suas perguntas e as minhas respostas”. “Mas não só não leu como não se apercebeu de que no ano passado o défice estrutural deteriorou-se 0,6%”, atirou Centeno.

Imparável, o ministro das Finanças voltou a criticar o deputado centrista, que citou números sobre insolvências que apontam para um crescimento de 15%, devolvendo que “ler titulos nos jornais é muito pouco para fazer uma intervenção na Assembleia da República”. “As insolvências caíram 20% em janeiro. As que cresceram foram as associadas a conclusão de processos”, garantiu Centeno.

Às questões colocadas por Miguel Tiago, do PCP, preocupado com a possibilidade de acontecer um novo caso Banif, o ministro garantiu que “a estabilização do sistema financeiro é muito importante e que as questões com ele relacionadas “serão tratadas com enorme sentido de responsabilidade”.

O social-democrata Duarte Pacheco acusou o Governo de estar a preparar-se para aumentar os impostos indiretos em abril, uma vez que já anunciou que o plano B não terá cortes de salários, de pensões ou aumento de impostos diretos. Mas Centeno respondeu não perceber “o que o preocupa na despesa”.

A terminar, em resposta ao comunista Paulino Ascensão, cuja intervenção se centrou na dívida da Madeira, Centeno tentou descansá-lo garantindo que as questões relativas à região autónoma “são importantes e estão a ser consideradas”