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Carlos César: “É o primeiro dos Orçamentos da mudança”

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Carlos César durante o debate do Orçamento Geral do Estado para 2016

Marcos Borga

Líder parlamentar do PS acusou os sociais-democratas de quererem continuar com uma política de austeridade e de não ter “propostas de alteração” nem sabe indicar “outros caminhos”

O líder parlamentar do PS enalteceu esta terça-feira o primeiro Orçamento do Estado "da mudança", o de 2016, que irá reforçar os direitos dos portugueses, ao passo que o PSD, segundo Carlos César, queria "mais e mais austeridade".

"Não tenhamos receio das palavras: este é um, o primeiro, dos Orçamentos da mudança", vincou Carlos César, que destacou também o facto de o Orçamento ser apoiado por uma "maioria parlamentar" que, reconheceu, apoia o texto "com diferentes graus de entusiasmo, como não poderia deixar de ser, considerando a sua natureza multipartidária".

Todos os partidos que darão aval ao texto - ao PS juntam-se Bloco de Esquerda (BE), Partido Comunista Português (PCP) e Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) - têm todavia o "mesmo empenho na defesa da mudança, na defesa da autonomia do país e na procura da defesa dos direitos e dos interesses dos portugueses", afiança o líder parlamentar socialista, que falava na sessão de encerramento do debate na generalidade da proposta de Orçamento para 2016.

Já o PSD, prosseguiu Carlos César, "não apresenta propostas de alteração nem aponta outros caminhos a seguir".

"O vazio é o projeto político que têm mais à mão", ataca César, que diz ainda que os sociais-democratas "não podem confessar" as suas ideias: "Mais propostas de austeridade, mais e mais austeridade, como tinham prometido a Bruxelas para este ano de 2016".

Depois, o líder da bancada socialista declarou que "este é o Orçamento mais português que poderia hoje ser apresentado", sublinhando que o texto não foi imposto pela Comissão Europeia ao executivo liderado por António Costa.

"Este não é o Orçamento que nos impuseram, mas é sim um Orçamento que conseguimos, que conseguimos pela persistência e pelo diálogo e que é, ao mesmo tempo, um Orçamento de mudança e de confiança. Um Orçamento em resultado dos condicionamentos gerados na governação anterior e na envolvente económico-financeira externa, é certo, mas também resultado de um diálogo desenvolvido no plano das instituições europeias e entre os parceiros sociais e políticos que apoiam este novo ciclo de governação em Portugal", prosseguiu o deputado do PS.

No diálogo europeu, advoga, o Governo do PS foi "bem-sucedido" e quebrou "incertezas".

"Não nos curvámos nem nos arrogámos com sobranceria, mas não ignorámos a forma como queremos que nos olhem a partir do exterior. Não descuidámos para o país o que não devia ser descuidado e não contemporizámos com o que só nos prejudicaria", sublinhou Carlos César, também presidente do PS.

E concluiu: "Com este OE, os portugueses terão mais rendimento, mais apoios sociais, a política fiscal terá maior justiça, as empresas mais apoios e as administrações regionais e local mais meios, as contas públicas menos défice e menos dívida. Não fosse o mais, ele já seria por isso um orçamento virtuoso",