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Assunção Cristas: “Este Orçamento faz lembrar as crianças no recreio”

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Marcos Borga

A candidata à liderança do CDS vê “austeridade à lá esquerda” no Orçamento de Costa e Centeno. E vê ainda “deceção” e “omissão”. “Este é o OE que ninguém quer mas que a esquerda aprova”

Assunção Cristas fez duras criticas ao Orçamento do Estado para 2016, que lhe faz lembrar “as crianças no recreio”. E explicou porquê: “quando há um disparate, nunca ninguém teve a culpa, nunca ninguém é responsável”. Durante a fase de encerramento do debate na generalidade do OE 2016, sublinhou que se trata de um texto “com filiação” do PS, Bloco, PCP e Verdes.

“Este é Orçamento que ninguém quer e que a esquerda aprova. É o Orçamento da austeridade à lá esquerda, da desconfiança, da omissão e da deceção. Não vira a pagina da austeridade e queima a página da credibilidade”, disse Assunção Cristas.

Para a candidata à liderança do CDS, os portugueses vão pagar mais impostos (“em 2015 pagaram 39 mil milhões de impostos, em 2016 o OE prevê que venham a pagar quase 41 mil milhões”) e as famílias “não vão ficar a salvo do IRS” (“um casal com dois filhos verá os seu IRS agravado com a eliminação do quociente familiar”). “É pouco, muito pouco para quem fazia do fim da austeridade a sua principal bandeira política.”

É também, segundo a ex-ministra da Agricultura, um Orçamento onde paira a “dúvida quanto à possibilidade de execução”. “Ao ponto de o Governo ter um plano B que ao longo destes dias não nos foi dado a conhecer, mas que infelizmente conheceremos brevemente”.

“Só posso fazer votos que pelo menos o Orçamento cumpra. Mas se o Orçamento correr mal, só peço aos quatro pais deste OE que assumam as suas responsabilidades e não façam como as crianças na escola", concluiu.