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PSD: “O Governo e os partidos que o apoiam já entraram em processo de campanha eleitoral”

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Marcos Borga

Líder parlamentar social-democrata Luís Montenegro acusa o PS de ter criado uma “trapalhada” com a sua proposta de Orçamento do Estado, que mais parece “um folheto de propaganda política”.

“O Governo e os partidos que o apoiam já entraram em processo de campanha eleitoral”, afirmou o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, reagindo na Assembleia da República à intervenção do primeiro-ministro, António Costa, o primeiro a falar no debate na generalidade sobre o Orçamento do Estado de 2016.

Montenegro considerou tratar-se de “um mau Orçamento”, “do “ponto de vista técnico, político e social”, que mais parece “um folheto de propaganda política”, “mais preocupado com a sobrevivência do Governo do que com os interesses dos portugueses”.

O líder parlamentar do PSD disse ainda tratar-se de “um Orçamento bipolar”, pois “dá com uma mão o que tira com a outra”, e, ao mesmo tempo que aparecem “novos riscos”, “agrava a situação fiscal das famílias e empresas”.

“Para um Governo errático temos um Orçamento de erratas”, que todos sabem “não ser definitivo”, concluiu.

António Costa respondeu, afirmando que “este é um Orçamento de que o senhor não pode gostar, porque marca uma mudança à política que o senhor apoiou” e que “tem como principal objetivo pôr fim aos sacrifícios”.

O primeiro-ministro disse ainda que o PSD tem de decidir se considera o Orçamento imprudente ou austeritário, pois não pode fazer as duas críticas ao mesmo tempo, acrescentando perceber a dificuldade que, em seu entender, se prende com o facto de a bancada social-democrata não conseguir entender “a diferença entre um radical e um moderado”.

“A vossa social-democracia já se foi há muito e já não tem emenda, nem capacidade de recuperar”, acrescentou.

Em relação às criticas sobre as erratas deste Orçamento, Costa frisou que os anteriores governantes [PSD/CDS] “nem um ano acertaram à primeira”, tendo apresentado 12 documentos de Orçamento em quatro anos no poder.

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