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Mota Soares: Costa “é um primeiro-ministro que muito rapidamente vai fazer parte do passado”

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Ex-ministro e atual deputado do CDS acusa o primeiro-ministro de desrespeitar os portugueses que nos últimos quatro anos foram obrigados a fazer sacrifícios

Pedro Mota Soares lamenta que o Governo tenha escolhido um caminho de “riscos” que inverte a política dos últimos quatro anos - a qual, diz, foi capaz de tirar o país da bancarrota. E mostra-se confiante de que o Executivo terá uma vida curta.

“Quando fazemos uma pergunta, só sabe responder com o passado. Um primeiro-ministro que só saber justificar o OE e as ações com o passado é um primeiro-ministro que muito rapidamente vai fazer parte do passado”, declarou o deputado bloquista esta segunda-feira durante o debate parlamentar sobre o OE2016 na generalidade.

Acusando o primeiro-ministro de desrespeitar os portugueses que foram obrigados nos últimos anos a fazer sacrifícios, Mota Soares defendeu que o anterior Governo conseguiu afastar o “fantasma da bancarrota” e ajudar a recuperar o crescimento e o emprego. “Respeite tudo o que os portugueses fizeram. Foi certamente um caminho árduo, muito difícil que começou a dar resultados”, sustentou.

Para o antigo ministro da Solidariedade e da Segurança Social, o OE 2016 acrescenta “dúvidas” e “incertezas” quanto à evolução da economia, agravadas pela conjuntura internacional.

“[Este OE] não ajuda um país que está gradualmente a fazer o seu caminho. Neste momento, todos os indicadores económicos estão a patinar. Na Europa e fora da Europa, os sinais são maus e, por isso, Portugal devia ter juízo e sair do radar, num mundo que está a ficar hoje um lugar francamente perigoso.”

Considerando que o país tem ainda um longo caminho pela frente, Mota Soares frisou que o plano escolhido pelo Governo tem vários riscos. “Neste Orçamento, onde está a economia, as medidas para o investimento, para a retoma e a competitividade?”, questionou.