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Mariana Mortágua. “A direita é mesmo oposição ao país”

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Marcos Borga

O voto contra do PSD neste Orçamento, diz Mariana Mortágua, demonstra que o partido não é uma mera oposição parlamentar. A deputada do BE considera que mesmo depois da revisão pedida por Bruxelas, o documento respeita “a maioria compromissos eleitorais” e os “acordos do PS com os partidos à sua esquerda”

“Este orçamento elogiamos por aquilo que é e criticamos por aquilo que faz falta”, resumiu Mariana Mortágua. Para a deputada bloquista, o documento do Governo vale sobretudo pela reposição dos rendimentos e pela garantia de uma maior equidade fiscal.

“Essa mudança é essencial e é por isso que aprovamos com todo o empenho o Orçamento do Estado”, afirmou a deputada do BE no parlamento, durante os pedidos de esclarecimento no primeiro dia de debate do OE2016.

Na visão de Mariana Mortágua, o documento peca porque falta investimento público para criar emprego, apoio a quem está no desemprego e recursos para qualificar serviços públicos.

Recordando uma afirmação de Passos Coelho - que garantiu que o PSD nunca seria oposição contra o país - a deputada bloquista defendeu que o não cumprimento dessa promessa demonstra que o documento representa o inverso das políticas de austeridade. “O voto contra do PSD é a prova de que este é mesmo um momento de mudança. O PSD e o CDS não foram oposição parlamentar, a direita é mesmo oposição ao país”, atirou.

Criticando as cedências a Bruxelas, Mariana Mortágua apelidou os sociais-democratas e os centristas de “meros ventrílucos dos organismos europeus”. “Dia sim aplaude Bruxelas, dia não critica a pressão de Bruxelas. Vale tudo neste exercício de confusão que a direita quer fazer neste Orçamento do Estado”, considerou.

Para a deputada do BE, mesmo depois da revisão pedida por Bruxelas, o documento respeita “a maioria compromissos eleitorais” e os “acordos do PS com os partidos à sua esquerda”.

Apontando para aquele que considera ter sido um “colossal aumento impostos”, a bloquista assegurou que “com esta maioria” haverá mais rigor: “um euro é um euro e um milhão é um milhão”.

No fim da sua intervenção, Maria Mortágua voltou a criticar a anterior coligação da direita, deixando uma garantia:“Para aqueles que acreditavam que o acordo da esquerda deitaria por terra este Orçamento e o Governo, fiquem a saber que aquilo que une esta maioria é a convergência em torno de uma maioria para parar o empobrecimento e devolver a dignidade ao país.”