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João Almeida: “O Governo vira a página da credibilidade”

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Depois de António Costa ter dito repetidas vezes que o OE 2016 vira “a página da austeridade”, o CDS vê outro tipo de página a ser virada. E evocou Sócrates

João Almeida acusa o Governo de estar a “virar a página da credibilidade”, ao inverter a política seguida pelo anterior Executivo - que, no entender do deputado do CDS, concluiu com sucesso o programa de ajustamento.

O centrista considerou ainda que o aumento de impostos inscrito no Orçamento do Estado para este ano (OE2016) é a continuação da “opção socialista” seguida pelo Governo de José Sócrates.

“O problema é que [o primeiro-ministro] continua escrever uma página que não começou a ser escrita por si. Voltou à opção socialista de aumentar impostos para todos”, declarou João Almeida esta quarta-feira de tarde, durante o debate parlamentar sobre o OE 2016.

Segundo o deputado do CDS, o argumento invocado por António Costa de que este Orçamento traduz o fim da austeridade está errado, uma vez que foi o anterior Executivo que começou a repor os rendimentos dos funcionários públicos e dos pensionistas. “O Orçamento do Estado de 2015 é que começou a devolver rendimentos.”

João Almeida afirma ainda que o país está nesta altura no “radar negativo” das instituições internacionais como consequência das políticas do Governo.

Em resposta, o primeiro-ministro reafirmou que a reposição dos rendimentos é uma prioridade do Executivo após as políticas de austeridade dos últimos anos. “Acreditamos que a recuperação dos rendimentos é condição essencial para melhorar as vidas dos portugueses e o crescimento da nossa economia”, frisou.

Garantindo que o Executivo não está a preparar nada em segredo com Bruxelas, António Costa reiterou que as medidas adicionais só estão a ser preparadas por uma questão de precaução.
“Não temos nada escondido na manga. Nós temos uma relação séria e clara com a Comissão Europeia: o Eurogrupo convidou Portugal para ir preparando medidas para serem usadas quando necessário e é isso que vamos fazer. O que temos de fazer é só prepararmo-nos para qualquer eventualidade”, justificou.

Costa assegurou ainda que o Executivo fará tudo para alcançar as metas assumidas neste Orçamento - nomeadamente a recuperação económica e a redução do défice e da dívida - “não só por Bruxelas, mas pelos portugueses”.