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Costa para o PSD: “Bem podem pôr as bandeiras à lapela que nunca mais ninguém vos respeitará”

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Marcos Borga

Durante a discussão do Orçamento do Estado no Parlamento, esta segunda-feira, o primeiro-ministro recorreu a um episódio de Paulo Rangel no Parlamento Europeu para questionar o “patriotismo” dos sociais-democratas. Da bancada do PSD: silêncio

Depois das duras criticas de Matos Correia a António Costa e ao Governo, foi a vez de o primeiro-ministro responder: disse que a direita é “radical e tem dificuldade em perceber o que é o equilíbrio” e recorreu a um episódio que envolveu Paulo Rangel para falar sobre o “patriotismo” dos sociais-democratas.

“Enquanto todos nos lembrarmos de Paulo Rangel e do seu comportamento no Parlamento Europeu, bem podem pôr as bandeiras à lapela que nunca mais ninguém vos respeitará”, disse António Costa. “Sei que para os radicais é difícil perceber o que é o equilíbrio. E por isso tiveram de passar a vergonha de ter o presidente da comissão ríspido a dizer que os problemas nacionais se resolvem no próprio país”, acrescentou o primeiro-ministro.

Com estas declarações, o primeiro-ministro lembrava um episódio durante um debate no Parlamento Europeu, em novembro do ano passado, em que Paulo Rangel defendeu que o “acordo de forças da extrema-esquerda com o PS” punha em “causa o equilíbrio que até agora tem sido seguido em Portugal”.

Na altura, as declarações de Rangel levaram à reação imediata das também eurodeputadas Marisa Matias (BE) e Elisa Ferreira (PS), que consideraram as palavras um “ataque dramático à democracia e ao país”. A discussão acendeu e foi preciso o vice-presidente do Parlamento recordar que o debate não era sobre Portugal mas sim sobre a Europa.