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CDS quer saber qual é o plano B, Costa não diz

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Marcos Borga

Pedido do CDS surge depois de o Governo se ter comprometido com Bruxelas e elaborar medidas adicionais para aplicar “se for necessário”. Centristas dizem ainda que o Orçamento do Estado do Governo “não tem autoridade técnica nem política”

O CDS acredita que abril trará não somente chuva mas também um orçamento retificativo. Nuno Magalhães criticou o documento que esta segunda-feira foi discutido no Parlamento, sublinhando que se trata de um “aumento da carga fiscal” e que “afeta as famílias”.

“Depois do esboço, depois do Orçamento e depois das erratas, pode terminar num retificativo já em abril. [O Orçamento do Estado] não tem credibilidade técnica e nem autoridade politica”, disse Nuno Magalhães.

E depois explicou: não tem “autoridade técnica” porque “porque foi criticado e colocado em causa por todos”; não tem “autoridade política” pois vai contra tudo aquilo que o PS “andou a dizer no último mês”.

O CDS referiu ainda que “ao mesmo tempo” que é discutido o Orçamento do Estado para 2016, “já são negociadas medidas adicionais”. Nuno Magalhães pediu a António Costa que enumerasse “as medidas do plano B” mas o primeiro-ministro não fez.

“Não foi exigido a Portugal que apresentasse qualquer medida adicional agora. Isso foi exigido em 2015 e em 2014. Mas não foi exigido em 2016. O que foi exigido era apresentar caso fosse necessário e não vai ser necessário”, justificou António Costa.

Para o deputado do CDS, o documento do Executivo vai ainda “aumentar as desigualdades entre o sector público e o privado”. “Quatro milhões de portugueses trabalham no privado e vão continuar a trabalhar 40 horas para suportar os 15% que só vai trabalhar 35”, afirmou o centrista.

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