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Santana Lopes sonda lisboetas sobre imagem do provedor

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Luís Barra

Com a recandidatura à CML em aberto, Santana manda avaliar o seu trabalho na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Alguns lisboetas foram esta semana inquiridos por telefone por uma empresa de sondagens que pretendia saber a opinião sobre as atividades da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) e o trabalho do provedor, Pedro Santana Lopes.

Numa das perguntas era mesmo pedida que fosse dada uma nota de 1 a 10 à qualidade de serviços da instituição e ao desempenho do seu responsável máximo.

O objetivo do inquérito era aferir o grau de conhecimento que os lisboetas têm das atividades da Santa Casa. Por exemplo, foram referidos nomes de diversos hospitais, entre os quais o antigo hospital militar da Estrela (hoje propriedade da SCML, onde será criada a maior unidade de cuidados continuados e paliativos da cidade).

Num estudo de opinião extenso e demorado (cerca de meia hora), muitas das questões incidiam nas diversas atividades da Santa Casa, desde apoio aos sem-abrigo, unidades móveis de colheita de sangue, diversas iniciativas de solidariedade e também eventos patrocinados pela instituição, como espetáculos.Uma

pergunta, relacionada com o apoio aos sem-abrigo, pretendia saber se o investimento foi bem aplicado. Noutro passo, a questão era saber o que funciona melhor: o Serviço Nacional de Saúde ou os cuidados prestados pela Santa Casa.
Por fim, os lisboetas inquiridos foram convidados a dar notas (de 1 a 10), tanto à qualidade de valências da Santa Casa (o apoio aos sem-abrigo, por exemplo), como ao trabalho do próprio provedor, Pedro Santana Lopes.

Estas perguntas integram a componente variável de um barómetro mensal que, segundo explicou ao Expresso o gabinete de Santana Lopes, está a ser feito desde setembro e deverá prolongar-se por mais seis meses. O estudo é encarado como “uma ferramenta de trabalho” que visa avaliar a perceção que o público tem da atividade da Santa Casa. A mesma fonte acrescenta que o estudo, feito agora exclusivamente em Lisboa, já foi realizado a nível nacional.

Caso Santana venha a recandidatar-se à Câmara de Lisboa, hipótese do agrado das estruturas locais do PSD, como escreveu o Expresso na passada edição, a perceção do seu trabalho como provedor será uma carta importante no momento do voto.

Depois da notícia, Santana Lopes prometeu um esclarecimento, tendo escrito no Facebook: “Esta semana, espero, será dada a resposta a quem volta a uma estratégia já várias vezes usada, lançando o meu nome para disputas eleitorais, desta vez, em 2017. Como se calcula, não o fazem por bem. Tentam condicionar o trabalho na Santa Casa e agitar as ‘centrais das intoxicações’. Repito: espero dar a resposta muito em breve.” Aguarda-se.