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Política

Governo mantém regime de acesso às reformas antecipadas

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Vieira da Silva garante que o executivo vai trabalhar no sentido de introduzir um regime menos penalizador para as carreiras contributivas mais longas

ANTONIO COTRIM / LUSA

O regime transitório de acesso às reformas antecipadas irá manter-se, pelo menos, durante este ano. A lei afeta os pedidos dos trabalhadores com mais de 60 anos e pelo menos 40 anos de carreira

O Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, a manutenção dos pedidos de reforma antecipada para os trabalhadores com mais de 60 anos e pelo menos 40 anos de carreira. O decreto-lei repõe assim, este ano, o regime transitório de acesso à pensão antecipada de velhice que vigorou em 2015, "pelo período necessário à reavaliação do regime de flexibilização".

"Reconhece-se o direito à antecipação da idade a beneficiários com, pelo menos, 60 ou mais anos de idade e, pelo menos, 40 anos de carreira contributiva, e estabelece que o deferimento da pensão antecipada carece de audição prévia do beneficiário", refere o Governo em comunicado.

Conforme já tinha sido anunciado pelo ministro do Trabalho e da Segurança Social, o novo diploma prevê ainda que o deferimento da pensão antecipada passe a depender "da manifestação expressa da vontade do beneficiário em manter o pedido, após tomar conhecimento do valor que lhe será atribuído, permitindo uma tomada de decisão, por parte do beneficiário, mais consciente".

Na semana passada, Vieira da Silva disse aos jornalistas que o executivo vai trabalhar ao longo deste ano no sentido de introduzir um regime alternativo menos penalizador para as carreiras contributivas mais longas.

Em janeiro do ano passado, o governo PSD/CDS fez publicar um decreto-lei que repôs temporariamente, até ao final de 2015, a possibilidade de antecipação da reforma, que tinha sido suspensa em 2012. O atual Governo socialista mantém esta possibilidade mas tenciona alterar a legislação ainda este ano, evitando assim que as pessoas que pedem a reforma antecipada tenham cortes que, nalguns casos, podem atingir os 60%.

De acordo com os dados facultados pelo ministério, foram recebidos 6.700 pedidos de reformas antecipadas em 2015.