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PSD fecha novamente a porta a entendimentos com o PS

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Alberto Frias

Depois de Passos Coelho, agora é o vice-presidente do PSD José Matos Correia a dizer que não haverá entendimentos com os socialistas. Em entrevista à Renascença, o social-democrata acusa António Costa de não ter levado em conta o “interesse nacional” quando assinou o acordo à esquerda

“Estou a fechar a porta. O Partido Socialista fez a sua opção e viverá com ela”, diz José Matos Correia, vice-presidente do PSD. O social-democrata, em entrevista à Renascença, reafirma o que Passos Coelho já dissera no fim-de-semana: “António Costa que não espere abertura para fazer os entendimentos que ele recusou”.

“Sempre e quando formos chamados a pronunciar-nos sobre algum assunto, votaremos – como sempre votámos – de acordo com a interpretação que fazemos do interesse nacional”, refere Matos Correia. “Se quisesse fazer entendimentos que tivessem que ver com o interesse nacional, António Costa não tinha feito um acordo com o PCP e com o Bloco de Esquerda e com o PEV. Fez essa opção e viverá com ela.”

Já no último sábado, em reação à entrevista do primeiro-ministro ao Expresso na qual desafiava o PSD para consensos, Pedro Passos Coelho avisou Costa: “Não nos venham exigir que apoiemos programas que revertem tudo o que fizemos e culpar-nos de todo o mal que existe no país, isso não”.

Na entrevista ao Expresso, António Costa considerou “uma pena” se o PSD continuar “fechado naquele casulo perdido no passado”, desafiando Passos para consensos políticos. “Não sei se hei de rir. Das duas uma: ou o primeiro-ministro teve um momento de humor que lhe saiu errado ou então não percebe nada disto”, diz Matos Correia.

  • Costa desafia Passos para consensos políticos

    António Costa é claro: “Não queremos nem pretendemos excluir ninguém do diálogo político”. Ao Expresso, o PM diz que é preciso “respeitar o luto da direita”, acredita que o PSD se pode “tornar um parceiro ativo” e que há “matérias que pela sua natureza convidam a consensos políticos”. Agora a prioridade é governar com estabilidade. “O tempo dos adversários já passou”. Está “tranquilo” com as esquerdas, mas sobre as melhorias no OE avisa: “As balizas são conhecidas”. Fala em “fetichismo” nas 35 horas, e espera poder aumentar a Função Pública em 2017. Garante que com ele a CGD será “sempre 100% pública”. “Pressões acrescidas”, não as sente. Continua a fazer puzzles, que lhe “dão tempo em vez de lho consumirem.”