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Corte do 13º ou 14º mês? Ministro da Economia exige desmentido ao “Diário do Minho”

Caldeira Cabral recusa ter afirmado que governo pondera corte de subsídio de férias ou natal e quer que o “Diário do Minho” faça desmentido

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Manuel Caldeira Cabral vai pedir ao jornal "Diário do Minho" que faça um desmentido da notícia "Ministro da Economia não exclui necessidade de corte de um subsidio" (pode ler o artigo AQUI), disse ao Expresso fonte ministerial. "O ministro não disse isso", garantiu a mesma fonte, adiantando que vai ser enviada carta à direção daquele jornal "a negar a notícia e a pedir o respetivo desmentido".

Abordado à entrada de uma sessão de esclarecimento em Braga onde foi explicar o Orçamento do Estado, Caldeira Cabral respondeu a várias perguntas, entre as quais "a eventual necessidade de mais medidas vai implicar, num cenário mais negativo, a devolução de um subsídio?". A esta questão, o ministro responde "não há uma previsão de mais medidas. Há uma abertura a uma discussão de mais medidas no quadro da negociação que há na União Europeia e principalmente no quadro do semestre europeu. O que se falou de acompanhar e de monitorizar a necessidade de mais medidas até abril é o que é normal no quadro Europeu".

O facto de o ministro não ter respondido diretamente com um "não, não está previsto qualquer tipo de cortes", como vem agora afirmar, acabou por deixar a porta aberta à interpretação que deu origem ao título da notícia publicada naquele jornal regional.

A polémica, no entanto, só surgiu verdadeiramente porque Luís Marques Mendes fez uma referência à notícia no seu comentário semanal, na SIC. Marques Mendes afirmou esperar que a informação fosse "rapidamente desmentida", o que veio a acontecer esta segunda-feira.

Do gabinete de Caldeira Cabral foi afirmado ao Expresso que "o ministro desmente totalmente que esteja previsto qualquer tipo de corte e reafirma que não disse isso ao 'Diário do Minho'".

Entretanto, contactado pelo Expresso, o diretor do "Diário do Minho", Damião Pereira garante que quando chegar a carta do gabinete do ministro, "a direção, juntamente com o departamento jurídico do jornal, vai analisar e decidir" se será fará algum desmentido ou correção.