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Carlos César: “Direita é bem mais expedita em slogans do que a governar”

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Marcos Borga

Líder parlamentar do PS acusa o anterior Governo de ser responsável pelo aumento de 177 mil desempregados nos últimos quatro anos. “Os dados do emprego mostram que infelizmente a propaganda da direita ficou longe da realidade”, disse Carlos César no debate parlamentar desta manhã

Na abertura do debate quinzenal desta manhã no Parlamento, Carlos César fez referência aos últimos dados sobre o emprego, afirmando que o Governo PSD/CDS foi responsável pelo aumento de 177 mil desempregados nos últimos quatro anos.

“Os dados do emprego mostram que infelizmente a propaganda da direita ficou longe da realidade”, declarou o líder parlamentar socialista.

Carlos César recusou as críticas da oposição, que afirma que o Orçamento do Estado para este ano prolonga a austeridade, reiterando que o documento é responsável. “A direita é bem mais expedita em slogans do que a governar, diz agora que damos com uma mão e tiramos com outra. E foi o Governo da coligação que foi responsável pelo aumento de 177 mil desempregados e que tirou 240 mil empregos e ainda parecem felizes com isso”, acrescentou.

Segundo o líder parlamentar do PS, o combate ao desemprego e a garantia de uma maior proteção social são alguns dos objetivos centrais da política do atual Executivo. “Com os novos apoios às famílias atingidas por esse flagelo do desemprego, há um empenho muito grande na capacitação das pessoas, na criação de riqueza e de condições para os investidores. É essa prioridade para o corrente ano”, sublinhou.

Reconhecendo que a versão anterior do OE2016 era mais favorável, Carlos César assegurou contudo que se trata de uma proposta orçamental rigorosa e responsável.“A proposta do Orçamento do Estado é um instrumento de orientação que assumimos como o melhor nas circunstâncias internas e externas em que foi feito. Não só é equilibrado do ponto de vista financeiro, mas do ponto de vista negocial. Não é tão audacioso como desejaríamos, mas é mais audacioso do que o que a Comissão queria”, concluiu.