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Assunção Cristas. Imposto sobre combustíveis “é mais um sinal de alarme”

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EDUARDO COSTA / LUSA

Candidata à presidência do CDS-PP diz que o Governo socialista quer “dar com uma mão aquilo que vai tirar com duas”

A antecipação da receita do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos é "mais um sinal de alarme". As palavras são de Assunção Cristas, candidata à presidência do CDS-PP, que acusa o Governo de querer "dar com uma mão aquilo que depois vai tirar" com duas.

No arquipélago dos Açores para apresentar a candidatura aos simpatizantes e militantes do partido, a centrista considera que este "é mais um sinal de preocupação". "Terem de antecipar uma receita que estava planeada mais para a frente é, provavelmente, mais um sinal de alarme porque, de facto, as coisas não estão bem", afirmou Assunção Cristas, durante uma visita a uma empresa de Ponta Delgada.

"Nós vemos o Governo a fazer remendos, a desenhar um cenário que não corresponde à realidade, a fazer um filme que é de ficção e, depois, embate com a realidade e a realidade mostra-lhe que não pode ser assim, e depois anda a corrigir, mas anda a corrigir no mau sentido muito provavelmente", acrescenta.

Cristas referiu que se o Governo, liderado pelo socialista António Costa, "tivesse desenhado as coisas de outra maneira desde o início, em vez de fazer concessões à esquerda radical, se calhar" o país mantinha "um crescimento e um rumo de consolidação das contas públicas, de crescimento económico, de emprego".

A candidata centrista acusou ainda o executivo de estar "com muito pouca atenção ao crescimento económico feito pelas empresas, pela dinamização da atividade privada" ou noutras áreas que "requerem estabilidade laboral, estabilidade fiscal e apoio financeiro para se poderem desenvolver".

"Preocupo-me quando vejo um primeiro-ministro a dizer que está muito tranquilo quando ninguém à sua volta está tranquilo, quando as entidades nacionais e internacionais independentes não estão tranquilas, quando os mercados começam a dar os sinais de nervosismo e, obviamente, todos os portugueses começam a ficar preocupados", alega.

De lembrar que entrou esta sexta-feira em vigor um aumento de seis cêntimos por litro no imposto aplicável à gasolina sem chumbo e ao gasóleo rodoviário. O Governo justifica a decisão com o objetivo de ajustar o Imposto sobre Produtos Petrolíferos "à redução do IVA cobrado por litro de combustível, atendendo à oscilação da cotação internacional dos combustíveis".