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Política

Conselho das Escolas diz não ao modelo de avaliação dos alunos

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Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação

PEDRO NUNES / LUSA

O órgão consultivo do Ministério de Tiago Brandão Rodrigues defende a realização de exames no 6.º ano e de provas de aferição apenas no 4.º e 8.º anos

O Conselho das Escolas não aprova o novo modelo de avaliação dos alunos do ensino básico proposto pelo atual ministro, avança a edição desta quinta-feira do “Diário de Notícias” .

Segundo um parecer do órgão consultivo do Ministério da Educação, citado pelo jornal, deviam realizar-se exames no 6.º ano e provas de aferição apenas no 4.º e 8.º anos.

No documento, o Conselho de Escolas alega que ficam por esclarecer as vantagens para os alunos e para o ensino desta nova medida.

Defende também que o sistema educativo não necessita de mais instabilidade. “A estabilidade acrescenta valor ao sistema educativo, credibiliza-o e gera confiança nos profissionais da educação, nos alunos, nas famílias e na população em geral”, refere o parecer.

Com base na avaliação do Conselho Nacional de Educação, o órgão que representa as escolas sublinha que as provas finais implicam “maior exigência” no sistema educativo, enquanto as provas de aferição têm outros fins.

Além disso, o órgão mostra-se contra o facto de as alterações ao modelo de avaliação entrarem em vigor já este ano.