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Política

Comunistas acusam PSD e CDS de se terem colocado ao lado de Bruxelas

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Luís Barra

Deputado Paulo Sá critica a “chantagem, as pressões e as ingerências grosseiras” da Comissão Europeia relativamente ao Orçamento do Estado português

O deputado do PCP Paulo Sá aplaude as medidas de recuperação do rendimento disponível das famílias que constam do Orçamento do Estado para este ano, mas lamenta que tenham ficado aquém do esperado.

“Dizemos não à chantagem, às pressões e às ingerências grosseiras de Bruxelas que impediram mais medidas de caráter positivo”, afirmou Paulo Sá, que falava durante a audição do ministro das Finanças nas comissões de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa e de Trabalho e Segurança Social.

Segundo o deputado comunista, a ação do executivo comunitário – que exigiu alterações ao esboço inicial do Orçamento – prolonga de algum modo a “política de empobrecimento e de exploração” do Governo PSD/CDS. “O PSD e o CDS puseram-se ao lado da Comissão contra os direitos dos trabalhadores e do povo”, acusou Paulo Sá.

Por seu turno, a sua colega de partido Rita Rato considerou que só se pode esperar “irritação” e “nervosismo” por parte do PSD e CDS, quando o atual Governo aposta na recuperação do rendimento dos portugueses, “ao contrário” do que fez o anterior Executivo. “Temos pressão demogógica e populista por parte do PSD e do CDS”, disse a deputada comunista.

Rita Rato defendeu ainda que a reposição das 35 horas na Função Pública é vital para garantir condições de “mais eficiência” e “qualidade” no sector. “Os funcionários da Administração Pública trabalharam cinco horas à borla. Trabalho não remunerado é ilegal. Entendemos que a garantia de 35 horas na Administração Pública permitirá que o país volte a 1998. Foi um recuo de 18 anos que o anterior Governo impôs. Da nossa parte, continuaremos a lutar por isso”, concluiu.