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Marques Mendes defende referendo sobre eutanásia

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Luís Barra

O comentador da SIC considera que a morte assistida é uma uma matéria de consciência e, como tal, deve ser decidida pelo povo português, através de um referendo e não apenas pelos deputados

Luísa Meireles

Luísa Meireles

Redatora Principal

Marques Mendes propôs ontem a ideia de um referendo sobre a morte assistida, a propósito de uma manifesto que foi divulgado este fim de semana por um grupo de cidadãos de diversos quadrantes da sociedade e partidos.

Segundo o comentador da SIC, que afirmou não ter ainda “opinião formada sobre o assunto” e ter “muitas dúvidas”, um tema desta natureza deve ser decidido pelo povo português através de um referendo e não apenas pelos deputados da Assembleia da República.

“Esta é uma matéria transversal, que divide a sociedade e atravesssa os diversos partidos, é uma matéria de consciência”, disse Marques Mendes, para quem ela se assemelha à da interrupção voluntária da gravidez (IVG).

Para o comentador, outra das vantagens do referendo seria a de permitir aos que discordam da medida acatar a decisão, que deve ser tomada depois de um "debate sereno, rigoroso e sem precipitações".

Marques Mendes saudou, aliás, o manifesto porque demonstra que em democracia não há temas tabus.

O manifesto, intitulado, “Direito a morrer com dignidade", defende a despenalização e regulamentação da morte assistida como "uma expressão concreta dos direitos individuais à autonomia, à liberdade religiosa e à liberdade de convicção e de consciência, direitos inscritos na Constituição”.

O texto define, aliás, a morte assistida como o ato de, em resposta a um pedido do próprio - informado, consciente e reiterado - antecipar ou abreviar a morte de doentes em grande sofrimento e sem esperança de cura.

  • Direito a morrer com dignidade

    O Expresso publica este sábado um manifesto em defesa da despenalização da morte assistida, assinado por 112 personalidades das mais variadas áreas da sociedade, incluindo atuais ou ex-titulares de cargos políticos como João Semedo, Paula Teixeira da Cruz, Rui Rio, Alexandre Quintanilha, Pacheco Pereira ou Mariana Mortágua. A morte assistida consiste no ato de, em resposta a um pedido do próprio, antecipar ou abreviar a morte de doentes em grande sofrimento e sem esperança de cura