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Passos Coelho critica “política da fanfarronice”

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ANTÓNIO COTRIM

O presidente do PSD diz que o programa do Governo socialista é um passo atrás e que não convencerá quaisquer investidores externos

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, classificou este sábado o programa do Governo socialista de "política da fanfarronice" que já foi experimentada e que entende vai fazer Portugal "andar para trás".

Para o recandidato à liderança social-democrata, que falava em Bragança num encontro com militantes, o atual Governo "não está a fazer aquilo que é preciso e que é devido", observando que "em Portugal não vale a pena fazer" aquilo a que chamou "a política da fanfarronice".

"Sai-nos muito cara a política a política da fanfarrice (...) na educação sempre que se quis um sistema mais facilitista e menos exigente, de andar a gastar dinheiro em coisas que não ajudam ao crescimento do país, a ideia de que o que temos é de agradar e distribuir dinheiro quando muitas vezes ficamos muitos anos a pagar esse dinheiro sem que ele possa gerar um emprego sustentável e riqueza", declarou num discurso dirigido à plateia.

Para Passos Coelho, "tudo o que pareça indicar um regresso a esse modelo é andar para trás", ressalvando que "não quer dizer que seja andar outra vez com um resgate, mas é andar para trás, não é andar na direção certa".
O líder do PSD defendeu que Portugal precisa crescer nos próximos anos e, se não há dinheiro, "não vale a pena andar com uma candeia à procura de uma solução mágica".

A solução que defende é "atrair investimento estrangeiro para Portugal", sublinhando que "devia haver um consenso transversal a todos os partidos para poder desenvolver uma estratégia nacional de captação de investimento externo".
Ainda assim, Passos Coelho não acredita que esta estratégia seja possível no atual cenário político.

"Acham que há algum investimento externo com dimensão que possa vir para um país cujo Governo depende de uma visão comunista ou leninista ou trotskista ou outro 'ista' qualquer que esteja instalada a governar?", questionou.

Passos prosseguiu interrogando a plateia sobre se alguém sentiria confiança para dizer aos investidores externos: "venham cá investir, não receiam nos próximos cinco, dez, 15 anos, ninguém lhes vai nacionalizar as suas poupanças, ninguém vai nacionalizar os vossos investimentos, ninguém vai sobrecarregar cada vez com mais impostos aquilo que trouxerem para cá?"

"Acreditam que é possível convencer alguém lá fora a vir investir num país que cada vez mais depende daquilo que decide a CGTP ou o Comité Central do Partido Comunista ou o Bloco de Esquerda? Eu não acredito e creio que a maior parte das pessoas também não", concluiu.

Passos Coelho afirmou que "só há um partido que tem uma vocação especial para garantir essas reformas e esse partido é o PSD e é, por isso, que se recandidata a presidente do partido, propondo-se concluir "aquilo que deixou a meio".