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Marcelo quer ouvir Centeno

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Marcelo escolheu Fernando Frutuoso de Melo para chefiar a Casa Civil

Tiago Miranda

Já falou com o ministro dos Negócios Estrangeiros e com o ministro da Defesa. Para a Casa Civil escolheu um europeísta, do PSD e da Nova Esperança

O gabinete no Palácio de Queluz já cheira a política. Marcelo Rebelo de Sousa recebeu esta semana os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa e tenciona, ao que o Expresso apurou, alargar o elenco a outros membros do Governo de António Costa. Entre eles, o ministro das Finanças. Para já, começou pelos dois ministros com quem partilhará alguma tutela política.

Como presidente supremo das Forças Armadas, foi posto pelo ministro da Defesa a par do processo de substituição do chefe do Estado-Maior da Força Aérea, que ocorrerá no fim deste mês. E Marcelo ainda quer ouvir o ministro da pasta antes de escolher o chefe da sua Casa Militar. Na conversa com o ministros dos Estrangeiros, o sucessor de Cavaco foi posto a par dos inúmeros convites que tem à espera quando chegar a Belém — o primeiro na lista é para visitar a Ucrânia. E igualmente quererá aconselhar-se com o titular da pasta antes de escolher a sua assessoria diplomática. Depois destes contactos, o novo Presidente tenciona alargar as audições a outros governantes. Mas antes quer informar o primeiro-ministro, António Costa.

Um europeísta na Casa Civil

Fechado está o nome do chefe da Casa Civil do próximo Presidente. Será Fernando Frutuoso de Melo, atual diretor-geral da Cooperação Internacional e do Desenvolvimento em Bruxelas. Com 60 anos, é do PSD, esteve com Marcelo na Nova Esperança (contra o Bloco Central), e foi seu chefe de gabinete quando o novo PR esteve no Governo como secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, entre 1981 e 1983.

Em 87, chegou à Comissão Europeia onde ocupou cargos no gabinete privado de vários comissários, incluindo no do presidente da Comissão, Durão Barroso. Discreto, workaholic e conhecedor profundo dos meandros de Bruxelas, tem uma carreira marcada pelo perfil de servidor da causa pública. Num comunicado à Lusa, Marcelo sublinhou “o seu longo currículo ao serviço de Portugal e das instituições europeias”.