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PSD arrasa Orçamento mas não diz como vai votar

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Leitão Amaro diz que o PSD votará com "coerência"

José Carlos Carvalho

António Leitão Amaro considera que o Orçamento apresentado esta sexta-feira “não acaba com a austeridade, não vira página” e sobrecarrega a classe média com impostos

“As escolhas do Governo e dos partidos de esquerda não acabam com a austeridade e não viram a página”, considerou esta sexta-feira António Leitão Amaro. O Orçamento, que comparou a uma “manta de retalhos”, mostra que que os acordos celebrados “afinal têm um preço”.

“Depois de um período em que nos foram vendidas ilusões, ficámos a saber que temos um inesperado aumento de impostos a pagar pela classe média. Sabemos agora que os acordos têm um preço que é pago pela classe média”, disse o deputado social-democrata.

O PSD referiu ainda que o documento “não parece levar a lado nenhum, não tem coerência, falta credibilidade” e transmite “insegurança e incerteza”. Segundo Leitão Amaro, é “tudo o que Portugal não precisava”.

“Esta manta de retalhos é uma soma de escolhas contraditórias. Não cumpre nenhum dos objetivos a que se propôs: não melhora o crescimento nem o emprego, piora as exportações e dificulta o investimento. O que este Orçamento dá por um lado tira por outro.”

Os sociais-democratas referiram ainda que entre o esboço apresentado a 22 de janeiro e a proposta que esta sexta-feira foi conhecida “há um aumento da carga fiscal de mil e seiscentos milhões de euros”.

António Leitão Amaro recusou dizer se o PSD irá votar a favor ou contra o documento, que é votado a 16 de março.