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CDS. “Este não é o nosso caminho. Isso é óbvio”

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MIGUEL A. LOPES/LUSA

À saída da reunião com Mário Centeno, o líder parlamentar do CDS falou num esboço do Orçamento do Estado para 2016 que já parece do “passado”. Centristas opuseram-se a um eventual aumento de impostos, assim como à recuperação não gradual de rendimentos

Nuno Magalhães afirmou esta quarta-feira, à saída de uma reunião com o ministro das Finanças sobre as linhas gerais do esboço orçamental para 2016, que teve oportunidade de manifestar a preocupação do CDS em relação a um eventual aumento de impostos que possa afetar a classe média.

Defendendo que essa medida “não será positiva” para a economia e colocará em causa a “credibilidade interna e externa”, o líder parlamentar do CDS garantiu que o partido irá opor-se sempre a um aumento da carga fiscal. “Medidas que direta ou indiretamente aumentem impostos que afetem a classe média merecerão a nossa discordância quando a carga fiscal já é elevada”, declarou.

Em relação à recuperação dos rendimentos inscrita no draft do OE para este ano, Nuno Magalhães reiterou que o seu partido insiste numa recuperação gradual. “É publico que o CDS entende que é da maior justiça que houvesse medidas de recuperação de rendimentos, mas também defendemos que em nome dessa justiça, a recuperação não fosse temporária mas duradoura, e por isso essa recuperação fosse feita de forma gradual, não num só ano, de repente. Para nós isso permitirá haver um orçamento mais credível e não corremos o risco de voltar à bancarrota”, disse o líder parlamentar.

Nuno Magalhães disse ainda que o ministro das Finanças não adiantou valores, lembrando que o esboço do Orçamento está a ser negociado com Bruxelas. Falando num draft que já parece do “passado”, uma vez que os técnicos da Comissão Europeia pediram medidas adicionais, o líder parlamentar do CDS diz perentório: “Este não é o nosso caminho. Isso parece-me óbvio”.