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BE: “Centeno garantiu que a austeridade é parte do passado”

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MIGUEL A. LOPES

Após a reunião com o ministro das Finanças, o líder parlamentar dos bloquistas garantiu que os grandes objetivos do Bloco de Esquerda continuam salvaguardados, apesar da pressão de Bruxelas

“A austeridade é parte do passado e assim queremos que continue. Esta é a garantia que nos foi dada”. As palavras são do líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares, falando aos jornalistas à saída da reunião desta quarta-feira com o ministro das Finanças, Mário Centeno, sobre as linhas gerais do esboço orçamental para 2016.

Numa altura em que Bruxelas pressiona o Executivo para incluir novas medidas no Orçamento de Estado do próximo ano que permitam recolher mais receita, o ministro das Finanças reuniu-se no Parlamento com as várias forças políticas. O Bloco de Esquerda mostra-se tranquilo: “Estamos tranquilos. Está a ser cumprido aquilo que tínhamos prometido, que era retirar o peso da austeridade e virar essa página”.

Aos jornalistas, o líder parlamentar dos bloquistas garante que “o desagravamento dos cortes sobre salários e pensões” previsto nos acordos entre PS e o resto da esquerda continua de pé. Quanto a outras medidas, como a alegada redução do défice estrutural em 0,6%, Pedro Filipe Soares remete as explicações para Centeno.

O deputado bloquista salienta que “os fanáticos da austeridade estarão sempre desiludidos com esse caminho”, mas importa recordar que “o povo lhes tirou o tapete”. Quanto à Comissão Europeia, um aviso: “Na Europa há uma grande estranheza quanto a estas políticas, mas o povo quis virar a página da austeridade”.

Questionado sobre se o voto favorável do Bloco de Esquerda ao Orçamento do Estado para 2016 está garantido, Pedro Filipe Soares mostra-se cauteloso: “Temos de ver o OE para decidir a nossa votação. Da nossa parte, cumpriremos o acordo”, assegurou, salientando que durante a reunião com Centeno o BE viu “salvaguardados” os seus “grandes objetivos”.

O Governo tem estado reunido durante esta semana com o Bloco de Esquerda e o PCP para negociar medidas adicionais que permitam aumentar a receita no próximo ano, com o objetivo de responder às exigências de Bruxelas. Entre estas medidas incluem-se uma nova contribuição sobre a banca, um agravamento do impostos sobre veículos e ainda um aumento adicional do Imposto sobre Produtos Petrolíferos