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Passos e o Orçamento. “Era fundamental que o Governo tranquilizasse o país”

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Luis Barra

Líder do PSD levou ao debate quinzenal desta manhã as dúvidas relativas ao Orçamento do Estado para 2016. “É preciso instalar previsibilidade e confiança no processo orçamental”, diz Passos Coelho. Primeiro-ministro contrapõe: não é a credibilidade deste Governo que está em causa, mas a do Governo anterior

Na abertura do debate quinzenal desta manhã no Parlamento, o primeiro-ministro começou por abordar a temática da modernização do Estado, mas tal como seria de esperar Passos Coelho desde logo questionou António Costa sobre as dúvidas levantadas pela Comissão Europeia e pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental relativamente ao esboço do Orçamento do Estado (OE) para 2016. O líder do PSD ironizou, dizendo que faria um favor ao Chefe do Governo ao dar-lhe tempo para explicar as dúvidas sobre o documento.

“Nesta altura em que o país está a sair de uma crise como não teve paralelo em mais de 40 anos de democracia, em que é necessário instalar previsilidade e confiança no processo orçamental para que não se sobreponha a outras matérias importantes, era fundamental que o Governo tranquilizasse o país sobre o OE”, declarou o líder dos sociais-democratas.

Passos Coelho defendeu que é preciso que “as contas do Governo batam certo”, sendo que até ao momento “não batem”, acusando o ministro das FInanças de falta de credibilidade.

Em resposta, António Costa devolveu as críticas a Passos Coelho, defendendo que não é a credibilidade do atual Governo que está em causa, mas a do Governo anterior. “Não vou alimentar consigo um debate sobre o seu passado. Importa olhar o futuro”, sustentou.

O governante voltou a esclarecer que as questões relativas ao Orçamento estão já a ser trabalhadas do ponto de vista técnico, antes de serem avaliadas em termos políticos. Acusou ainda o anterior Executivo de ter apresentado a Bruxelas medidas definitivas como temporárias.

Sobre as previsões do OE 2016, Costa garante que são estimativas “conservadoras” e “realistas”, sublinhando que o documento tem que assinalar uma “virada de página” em termos de políticas. “O que temos feito é um diálogo construtivo com a União Europeia e assim vamos continuar”, concluiu.