Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Jorge Sampaio: Marcelo “ganhou e ganhou bem”

  • 333

MIGUEL A. LOPES / LUSA

O antigo Presidente felicitou Marcelo Rebelo de Sousa e disse ter “boa esperança” em relação ao que ele pode fazer pelo país , que se encontra “em condições difíceis e exigentes”

O ex-Presidente da República Jorge Sampaio felicitou esta quarta-feira Marcelo Rebelo de Sousa pela vitória nas eleições presidenciais, afirmando ter "boa esperança" em relação ao que ele pode fazer pelo país na Presidência da República.

"Os meus parabéns ao novo Presidente da República. Conheço bem do que se trata, nas circunstâncias atuais que são obviamente muito exigentes e muito difíceis, num país que está também em condições difíceis e muito exigentes", frisou Jorge Sampaio, que falava à margem de uma conferência, em Lisboa.

Na opinião de Jorge Sampaio, Marcelo Rebelo de Sousa "ganhou e ganhou bem", desejando que o agora eleito Presidente da República "tenha uma excelente presidência porque isso é importante para o sistema político português, para o sistema do Governo e para Portugal".

Recusando fazer quaisquer avaliações pessoais, disse ter "uma boa esperança, sincera, em relação àquilo que o professor Rebelo de Sousa como Presidente da República pode fazer pelo país", admitindo que ele pode ajudar a "sarar as feridas que existem", usando uma expressão do próprio Marcelo.

"Uma pessoa com tantas capacidades tem agora esta grande ocasião de demonstrar que pode ser estadista numa situação que é difícil e em que o revigoramento da função presidencial vai estar na ordem do dia", defendeu.

Apontou que a eleição "decorreu com alto civismo e participação", lembrando que se tratou de uma campanha "muito extensa" e muito próxima das eleições legislativas.

Sobre a forma como decorreram as eleições presidenciais para o Partido Socialista (PS), Jorge Sampaio começou por recusar fazer qualquer comentário, mas depois acabou por defender que é tempo de por o que aconteceu "para trás das costas" e que o PS tem que olhar em frente.

"As presidenciais encerraram-se, encerrou-se esse capítulo, o país precisa agora de um Governo ativo nas circunstâncias atuais que são difíceis e exigentes, sobretudo no contexto europeu que estamos a viver", ressalvou.

Questionado sobre o facto de terem existido duas candidaturas (Sampaio da Nóvoa e Maria de Belém) próximas do PS e de isso poder fraturar o partido, Jorge Sampaio foi perentório, afirmando que conhece bem o PS: "Não acho que isto mereça nenhuma fratura, nenhum protagonismo especial seja de quem for".

"As funções estão encontradas, vamos ver o que se pode extrair delas. Acho que não se devia perder tempo com coisas que tem a ver com o passado", concluiu.