Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Costa desvaloriza dúvidas de Bruxelas sobre o Orçamento

  • 333

Luís Barra

Comissão Europeia está preocupada com o Orçamento português, primeiro-ministro diz que é normal - e sublinha que está disponível para prestar todos os esclarecimentos

O primeiro-ministro desvalorizou esta quarta-feira a carta enviada pela Comissão Europeia ao Governo, na qual levanta dúvidas sobre a consolidação orçamental inscrita no Orçamento do Estado (OE) para este ano, reafirmando que o documento é “responsável”.

“É uma carta absolutamente normal e própria do diálogo que temos vindo a manter com a Comissão Europeia, em que comissão coloca dúvidas que deseja esclarecer agora no trabalho técnico, que se vai desenvolver ao longo dos próximos dias”, afirmou António Costa aos jornalistas.

O governante garantiu que o Executivo está disponível para satisfazer todas as dúvidas e prestar os esclarecimentos devidos a Bruxelas nos próximos dois dias. “É um trabalho que será desenvolvido com os técnicos das Finanças e da Comissão com maior brevidade possível. Até sexta-feira, a primeira fase de trabalho estará feita e depois prosseguiremos o trabalho”, adiantou.

Em segundo lugar, explicou António Costa, a Comissão propôs que o Governo português e os técnicos do Executivo comunitário dialoguem sobre o documento.

“A comissão já teve ocasião de desmentir uma interpretação que tinha sido dado, de que tinha sido rejeitado o projeto de orçamento. Isso não”, acrescentou.

Questionado sobre eventuais alterações ao OE 2016, o chefe de Governo disse que essa hipótese não está para já em cima da mesa, reiterando que se trata de um Orçamento “responsável” que garante as condições de crescimento e de criação de emprego, assim como a redução do défice e da dívida.

Costa manifestou-se ainda convicto de que não haverá mais atrasos relativos ao Orçamento. “A Comissão tinha prometido uma ação rápida e este é um sinal positivo para que não se atrase este processo orçamental, que já foi muito tardio fruto das circunstâncias políticas. Há aí também que tentar recuperar o tempo perdido.”