Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Defesa. Ministro em silêncio sobre o orçamento

  • 333

TIAGO PETINGA / LUSA

Na primeira audição de Azeredo Lopes na Comissão de Defesa Nacional, esta tarde no Parlamento, o ministro ficou-se por uma apresentação geral. Sobre as opções orçamentais, disse apenas que, “se for comportável, as forças nacionais destacadas [FND] serão mantidas e consolidadas”

Carlos Abreu

Jornalista

Há pouco mais de um mês foi ao Instituto de Defesa Nacional dizer que não padecia da doença de “modificar por modificar” e que no “amplíssimo consenso” que dominava na sociedade portuguesa sobre o setor Defesa Nacional “é possível apostar em linhas de continuidade e melhorar nas franjas”. Esta tarde no parlamento, pouco ou nada acrescentou.

Na sua primeira audição na Comissão de Defesa Nacional, Azeredo Lopes voltou a elencar as quatro grandes linhas do programa do Governo nestes domínios, a saber: “a valorização dos recursos humanos e materiais”; “a dinamização da componente externa”; “a salvaguarda da componente nacional da indústria de Defesa”; “fazer os cidadãos compreender a Defesa Nacional” por via de uma “nova abordagem comunicacional”.

Ora, para valorizar os recursos humanos, o ministro da Defesa reconheceu que “há muito trabalho a fazer no IASFA”, o Instituto de Ação Social das Forças Armadas, um dos últimos cavalos de batalha das associações socioprofissionais de militares, até porque, acrescentou Azeredo Lopes, a Assistência na Doença aos Militares (ADM), que em seu entender “está a funcionar de forma bastante razoável”, “não pode continuar a financiar o mecanismo de ação social complementar”.

Sobre o orçamento nada quis dizer, dando apenas a entender que iria reforçar a dotação para o destacamento de forças além-fronteiras. “Se for comportável as forças nacionais destacadas [FND] serão mantidas e consolidadas sempre no sistema multilateral das Nações Unidas”, disse Azeredo Lopes lembrando que este ano foram dotadas com 52 milhões de euros, tendo sido executados cerca de 50 milhões, quando em 2010 e 2011 foi orçamentado 75 milhões. E justificou desta forma, perante os deputados, a opção do Governo: “As FND são um dos aspetos em que melhor se sente a Defesa Nacional.”