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Mulheres do BE são um “multivitaminado detox político”, escreve a “Folha de São Paulo”

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Marisa Matias abraça Joana Mortágua durante a apresentação da sua candidatura à Presidência da República, no Teatro Thalia em Lisboa

José Sena Goulão/Lusa

As figuras femininas do Bloco de Esquerda estão em destaque num artigo publicado este domingo pelo jornal brasileiro

A propósito das eleições Presidencias em Portugal, o jornal brasileiro “Folha de São Paulo” publicou um artigo este domingo sobre a reivenção do Bloco de Esquerda, que apoia Marisa Matias para a corrida a Belém.

“Junte uma atriz que sabe fazer campanha eleitoral com uma jovem economista que se destaca em comissões de inquérito e acrescente uma candidata presidencial com grande bagagem. O resultado é um multivitaminado detox político capaz de acordar um moribundo”, pode ler-se no artigo.

O jornal refere que o BE apresenta-se hoje como a terceira maior força política em Portugal - depois de um resultado positivo nas eleições legislativas, graças ao impacto das mulheres no partido. Antes, o BE era uma “legenda sem expressão”, sublinha.

“Quando seria de esperar o fim do BE, nascido em 1999, surgiram três rostos: Mariana Mortágua, 29, licenciada e mestre em economia pelo Instituto Universitário de Lisboa, doutoranda na School of Oriental and African Studies da Universidade de Londres; Catarina Martins, 42, atriz, política e líder do BE; e Marisa Matias, 39, socióloga, deputada europeia e candidata à Presidência pelo Bloco”, escreve a jornalista Mafalda Avelar.

Em declarações à “Folha”, a porta-voz do BE Catarina Martins diz que ”ser mulher ajuda e desajuda” - uma vez que a sociedade portuguesa ainda é machista.

“É mais fácil surpreender as pessoas quando elas não esperam muito de nós, não é?”, questiona, por sua vez, Mariana Mortágua.

Em novembro, o “Guardian” já tinha dedicado um artigo às figuras femininas do Bloco de Esquerda, onde incluia também a deputada Joana Mortágua, irmã da Mariana Mortágua. O jornal britânico escreveu que as mulheres do BE conquistaram o “mundo machista da política portuguesa”.