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Marcelo diz que Guterres é um forte candidato para secretário-geral da ONU

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Jose Carlos Carvalho

Candidato presidencial considera que António Guterres tem hipóteses de ocupar o lugar de Ban Ki-moon

Marcelo Rebelo de Sousa considerou esta sexta-feira o antigo primeiro-ministro socialista António Guterres "um candidato fortíssimo" ao lugar de secretário-geral das Nações Unidas, saudando a iniciativa do Governo de propor o seu nome.

"Ele é um candidato fortíssimo às Nações Unidas e penso que tem hipóteses de vitória. Por aquilo que conheço de informações internacionais, ele tem vindo a ganhar apoios crescentes e, portanto, não é um sonho, um devaneio, é um projeto que tem pés para andar", afirmou aos jornalistas, no final de uma visita ao mercado de Viana do Castelo.

O antigo presidente do PSD lembrou que defende há muitos meses que "deve ser uma prioridade" da diplomacia portuguesa "o apoio, a promoção, da candidatura do engenheiro António Guterres ao lugar importantíssimo de secretário-geral das Nações Unidas".

Na sua opinião, António Guterres "tem currículo, tem perfil, tem uma experiência notável ao serviço das Nações Unidas" e também "um apoio enorme dentro da estrutura da organização", conseguindo "fazer o consenso entre países muito diversos, europeus, não europeus, de vários continentes".

Neste âmbito, sublinhou que a sua candidatura "é muito importante para Portugal, mas é sobretudo muito importante para as Nações Unidas, porque ele tem uma visão de reforma das Nações Unidas".

"Saúdo a iniciativa do Governo e digo que, se for eleito no próximo dia 24, essa é uma missão, uma tarefa conjunta do Presidente da República, do Governo, da diplomacia portuguesa para o próximo ano e sobretudo para os próximos meses", acrescentou.

Questionado se, caso António Guterres tivesse avançado com uma candidatura a Presidente da República, também apresentaria a sua, Marcelo Rebelo de Sousa preferiu não especular.

"Sei lá. O que seria a vida se tivesse sido uma coisa diferente do que acabou por ser?", questionou, admitindo, no entanto, que António Guterres seria "um candidato muitíssimo forte".