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Política

PS/Porto acusa anterior Governo de promover suspensão de voos da TAP

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Luís Barra

Depois da companhia aérea portuguesa ter anunciado a suspensão de alguns voos do Porto, a Conselhia socialista reagiu afirmando que esta resolução é “consequência direta da irrefletida decisão tomada pelo anterior Governo PSD/CDS de privatizar a empresa, não acautelando os interesses dos cidadãos e das empresas do Norte de Portugal”

A Concelhia do PS do Porto criticou esta quinta-feira a suspensão de voos da TAP a partir do aeroporto do Porto, acusando o anterior Governo de promover esta decisão da transportadora aérea nacional ao decidir privatizar a empresa.

Em comunicado, o PS/Porto afirma que esta resolução da TAP é "consequência direta da irrefletida decisão tomada pelo anterior Governo PSD/CDS de privatizar a empresa, não acautelando os interesses dos cidadãos e das empresas do norte de Portugal".

A TAP anunciou esta segunda-feira que vai suspender a partir do domingo de Páscoa (27 de março) quatro voos do Porto e outros cinco de Lisboa com ligação a diferentes cidades europeias, que classificou como "rotas deficitárias".

Em causa estão os voos entre o Porto e Barcelona (Espanha), Bruxelas (Bélgica), Milão e Roma (Itália) e entre Lisboa e Gotemburgo (Suécia), Hannover (Alemanha), Zagreb (Croácia), Budapeste (Hungria) e Bucareste (Roménia).

Para a concelhia, esta decisão de suprimir vários voos a partir do aeroporto Francisco Sá Carneiro "representa mais uma desconsideração inaceitável em relação aos cidadãos e empresas do norte de Portugal, confirmando os piores receios do PS em relação ao processo de privatização encetado pelo anterior Governo PSD/CDS".

Para o líder da concelhia, Tiago Barbosa Ribeiro, um dos deputados do PS na Assembleia da República que subscreveu uma questão dirigida ao Governo sobre esta questão, a decisão "é uma antecipação do que será a gestão privada da TAP".

A empresa justifica que a suspensão foi tomada "no âmbito da otimização da sua operação de forma a melhorar a rentabilidade da companhia", uma vez que estas nove rotas são deficitárias.