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Maria de Bélem emocionada: “Se morreu de coração, morreu do que tinha de melhor”

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José Carlos Carvalho

A candidata presidencial considera que a morte do presidente honorário do PS é “uma perda irreparável para Portugal” e diz que Almeida Santos era “um homem de grande dimensão cultural, afetiva e humanista”

A candidata presidencial Maria de Belém Roseira considera que a morte do presidente honorário do PS António Almeida Santos é "uma perda irreparável para Portugal, para a democracia portuguesa e para o Partido Socialista".

"Este acontecimento tristíssimo exige-nos a homenagem a um homem que cruzou o seu destino com a resistência à ditadura, a descolonização, a fundação da democracia de que foi o mais eminente legislador", afirmou Maria de Belém, numa declaração sem direito a perguntas na sede de candidatura, em Lisboa.

Visivelmente emocionada, Maria de Belém referiu-se a Almeida Santos como "um homem de grande dimensão cultural, afetiva e humanista". "Se morreu de coração, morreu do que tinha de melhor", disse.

Acompanhada pelos socialistas Jorge Coelho, Alberto Martins e Vera Jardim, Maria de Belém Roseira, que em 2011 sucedeu a Almeida Santos na presidência do PS, endereçou ainda à família "as mais sentidas condolências acompanhadas de um abraço muito amigo e solidário". "Decidi suspender a campanha eleitoral até à realização do funeral", acrescentou.

O ex-presidente da Assembleia da República e do PS morreu esta segunda-feira em sua casa, em Oeiras, com 89 anos, pouco antes da meia-noite, depois de se ter sentido mal após o jantar.

O corpo de Almeida Santos vai estar terça-feira, a partir das 17h, em câmara ardente na Basílica da Estrela, em Lisboa, saindo nesta quarta-feira pelas 13h para o cemitério do Alto de São João.

Segundo fonte da família, o corpo será cremado quarta-feira pelas 14h, não havendo lugar a cerimónias religiosas, respeitando assim a vontade do antigo ministro e presidente da Assembleia da República.

A última iniciativa pública em que Almeida Santos participou foi num almoço da candidatura de Maria de Belém no domingo, na Figueira da Foz.

Esta manhã, a candidatura de Maria de Belém já tinha anunciado que a ex-presidente do PS cancelou todas as ações de campanha até ao funeral de Almeida Santos e que não irá participar no debate televisivo desta noite na RTP com os restantes nove candidatos às eleições do próximo dia 24.

A campanha retomará depois a agenda a partir da tarde desta quarta-feira, embora a candidatura ainda não tenha confirmado se a sessão prevista para as 19h em Castelo Branco se irá realizar.

Além do debate desta noite, Maria de Belém Roseira deveria visitar esta manhã a loja do cidadão de Odivelas e participar em Lisboa num almoço da CCP/UACS - Confederação do Comércio e Serviços de Portugal/União de Associações do Comércio e Serviços. Para a tarde, a candidata tinha previstas reuniões com a Associação Portuguesa das Famílias Numerosas e responsáveis dos colégios privados.

Esta quarta-feira, a candidata deveria deslocar-se ao distrito de Castelo Branco, visitando durante a manhã a empresa Dielmar, em Alcains, e almoçando na aldeia histórica de Monsanto.