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Maria de Belém: “O mundo não fica igual quando pessoas destas morrem”

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LUCÍLIA MONTEIRO

A candidata presidencial considera que pessoas da craveira de Almeida Santos, seu apoiante na corrida a Belém, “fazem sempre falta e são absolutamente insubstituíveis”

A ex-presidente do PS e atual candidata às eleições presidenciais Maria de Belém Roseira diz que o mundo não fica igual quando pessoas como António Almeida Santos morrem, enaltecendo a sabedoria e inteligência do "amigo".

"Era uma pessoa com uma sabedoria e uma serenidade extraordinárias. Com uma inteligência absolutamente fantástica. Pessoas destas fazem sempre uma enorme falta quando desaparecem e o mundo não fica igual", assim reagiu Maria de Belém, ouvida ao telefone pela SIC Notícias, à notícia da morte do presidente honorário do PS, aos 89 anos, ocorrida na segunda-feira à noite em sua casa, em Oeiras, Lisboa.

A candidata presidencial considera que pessoas da craveira de Almeida Santos "fazem sempre falta e são absolutamente insubstituíveis". Confessou-se chocada com a notícia e lembrou que ainda no domingo esteve com Almeida Santos, num almoço, na Figueira da Foz.

"Era um grande amigo, um grande democrata, um grande vulto da política nacional", referiu, acrescentando: "Era uma pessoa muito serena, muito firme, muito pura, muito bondosa e sempre disponível para ajudar e participar em tudo em que ele pudesse acrescentar alguma coisa, e acrescentava sempre".

No almoço de domingo, Almeida Santos afirmou que se Maria de Belém Roseira sair derrotada das eleições presidenciais de 24 de janeiro, da próxima vez "ganha ela". "Não será a última vez que me ouvireis, a próxima vez que a Maria de Belém se candidatar eu cá estarei com ela, porque nessa altura já vai ser muito difícil derrotá-la, muito difícil. Lembrem-se disso do que eu vos digo hoje: se não ganhar desta vez, não sei se ganha se não, da próxima ganha ela", previu Almeida Santos naquela que viria a ser a sua última aparição pública.

  • Morreu Almeida Santos

    Presidente honorário do Partido Socialista morreu aos 89 anos. Sentiu-se mal após o jantar desta segunda-feira e acabou por morrer pouco depois. Ainda recentemente esteve numa ação de campanha de Maria de Belém, de quem era apoiante