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Jorge Sampaio: “Almeida Santos foi um pilar sólido”

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Antigo Presidente da República afirma que o presidente honorário do PS “marcou, como poucos, a vida política portuguesa” e expressa tristeza “pela notícia abrupta e inesperada da morte”

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio afirmou que António de Almeida Santos, que morreu nesta segunda-feira, "foi um pilar sólido" do Partido Socialista e "é indissociável" da democracia portuguesa.

"Almeida Santos marcou, como poucos, a vida política portuguesa. Foi um pilar sólido, não só do PS (Partido Socialista), mas da nossa democracia, pela sua brilhante inteligência; pela sua capacidade de análise e visão estratégica; pela sua palavra certa; pela habilidade em esvaziar conflitos e gerar consensos, agregar pessoas e também de criar afectos", de acordo com um comunicado de Jorge Sampaio enviado à agência Lusa.

O ex-chefe de Estado português expressou ainda tristeza "pela notícia abrupta e inesperada da morte" do presidente honorário do PS e sublinhou as qualidades de Almeida Santos: "um jurista notável, um escritor de um talento raro, um orador na melhor tradição dos tribunos romanos, um leitor atento e quase insaciável".

"Almeida Santos é indissociável da história contemporânea e democrática de Portugal. Esteve sempre presente, mesmo se muitas vezes invisível (...). E nunca desistiu de tentar fazer pontes em nome de valores em que acreditava, de uma visão do bem comum e de causas justas", acrescenta Jorge Sampaio.

O antigo Presidente disse sentir-se "privilegiado" pela oportunidade que teve, ao longo dos anos, "de ter podido aprender com Almeida Santos a arte da política e de olhar para o mundo com humanidade, sabedoria e também sentido de humor".

António de Almeida Santos, ex-presidente da Assembleia da República e do PS, morreu nesta segunda-feira, em sua casa, em Oeiras, com 89 anos, pouco antes da meia-noite, depois de se ter sentido mal após o jantar, disse fonte da família à Lusa.

O corpo de António Almeida Santos estará em cãmara ardente numa das capelas da basílica da Estrela, em Lisboa, a partir das 17h desta terça-feira, seguindo nesta quarta-feira às 13h para o cemitério do Alto de São João, onde será cremado.

Segundo fonte da família, não haverá cerimónia religiosa, como era vontade de Almeida Santos.