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Ana Gomes sobre Almeida Santos. “Figura incontornável da construção democrática e da descolonização”

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A eurodeputada estava em Estrasburgo quando soube pela rádio portuguesa, “com choque e profundo pesar”, da morte do presidente honorário do PS

A eurodeputada no Parlamento Europeu, Ana Gomes, lembrou a amizade pessoal e a importância de Almeida Santos para o país, uma "figura incontornável da construção democrática e da descolonização", que marcou várias gerações.

Ana Gomes disse à Lusa que estava em Estrasburgo quando soube pela rádio portuguesa "com choque e profundo pesar" da morte do presidente honorário do PS, António Almeida Santos, que faleceu no final da noite desta segunda-feira em Lisboa.

"Almeida Santos era um amigo. Para além de presidente do partido, que foi durante muitos anos, era um amigo. Era uma figura incontornável da nossa construção democrática em Portugal e da descolonização", recordou Ana Gomes.

Em declarações à Lusa, a eurodeputada lembrou algumas das suas qualidades: "uma gentileza como ser humano, uma figura política de uma elegância de atitude, que marcou várias gerações em Portugal, e certamente a minha".

"É com profundo pesar, enquanto socialista e como sua amiga e amiga de membros da sua família, que o vejo desaparecer", lamentou.

O antigo ministro e presidente da Assembleia da República sentiu-se mal após o jantar desta segunda-feira e ainda foi assistido na sua residência, em Oeiras, onde acabaria de falecer pouco antes da meia-noite.

"Apesar do avançado da idade, manteve um esplendido aspeto até ao fim. A única consolação - se é que é possível haver algum consolo - é que não terá sofrido de uma doença prolongada", desabafou Ana Gomes.

António Almeida Santos, que completaria 90 anos a 15 de fevereiro, foi submetido por duas vezes a cirurgias cardiovasculares.

O corpo do fundador do PS deverá estar em câmara ardente na Basílica da Estrela, em Lisboa, mas não haverá cerimónia religiosa, a pedido do próprio, segundo informações avançadas à agência Lusa.

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